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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008



O lançamento do Pardalzinho foi alterado para o dia 02.03 de 9,00 às 13,00 hs no coreto do Parque Municipal em Belo Horizonte (MG)

Vai ser uma festa bonita e tomara que faça um dia luninoso!

Outros autores lançarão seus livros.

Espero todos lá com muita alegria!

Levem as crianças!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Livro recomendado: Marley & Eu de John Grogan
Um livro divertido e pungente. Os que amam o cãe vão adorar! Marley nos leva a refletir sobre a sensibilidade dos animais. O envolvimento dos donos com ele é algo comovente. Pela capacidade que eles tiveram de amar um animal considerado desajustado, mal educado e outras coisas mais. Muito lindo!
Leiam mesmo sem ser amante de cães.
Como havia prometido, aqui estão alguns endereços de blogs maravilhosos!


http://wwwb.click21.mypage.com.br/myblog/visualiza_blog.asp?site=lyr.myblog.com.br

http://anajacomo.blogspot.com/

http://www.clevanepessoa.net/blog.php



Partilhando com vocês meu momento poético





O vestido


Maria J Fortuna


Este vestido frio e transparente
Deixa-me exposta aos quatro ventos
E me faz cavalgar os meus desejos
Encima de unicórnio alado

Soltas as estribeiras
Um violino amordaçado
Reprime o som de suas cordas
A velha esmaga o fumo no fundo da boca
E a sereia canta contemplando-se no espelho
Lá longe a garotinha chora a ausência da mãe

E eu completamente nua
Refletindo sobre a dor no meu seio solitário
Fabrico asas de pena para me cobrir
E debulho o milho em perolas noturnas
Cantando uma cantiga de ninar

Uma voz rabugenta fala
Com jeito de criança envergonhada
- sou mulher e não vi o tempo passar
Tão nua estou neste vestido!..

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Hoje é dia de Lena Luci

Homem: - O papa que sexo é para procriar!
Lena Luci: - Começou a perseguição. Menopausou acabou!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008


Caetano na TV

Maria J Fortuna

Nunca nutri muita simpatia para com Caetano Veloso. Sempre achei que ele havia aparecido num momento em que o povo brasileiro valorizava um bom compositor e interprete, mas que o intelectualismo andava as soltas. Caetano se tornou um filosofo da MPB com novo colorido da bossa nova, porque falava com aquele sotaque arrastado de baiano, o que lhe vinha à cabeça e o povo aplaudia. Chico Anísio construiu um personagem com as características de personalidade de Caetano exilado por subversão. O Novo Baiano como era chamado, dizia ter saudades de Gal, de Bethania com um ar de quem está com a cara cheia de álcool e de drogas ou, para os mais atentos, completamente cheio de preguiça.
Trabalhando no Hospital Julia Kubstischek, Belo Horizonte em 1967, eu ouvia todo mundo cantar, pelo menos, uns trechos de alguma canção do baiano desgrenhado de fala mole ou do Chico. Buarque. Foram os anos de chumbo em que Veloso embarcou para o exílio em Londres, com aquele cabelo enorme! Era símbolo não só de liberdade como de libertinagem. Naqueles anos de repressão a gente ficava atenta as letras de suas canções, onde haveria uma mensagem velada de protesto contra a ditadura. Agradava gregos e troianos, ou seja, revolucionários e hippies que estavam em alta naquela época.
Tinha gente que dizia que eu parecia com ele... Não pelos cabelos encaracolados, mas pela fisionomia mesmo. Rosto retangular, olhos caídos, queixo fino e boca de coração, como dizia minha prima Alzira.
Hoje eu o vi na TV num especial que trazia seu nome. Logo no inicio do programa apareceram alguma de suas frases famosas que me fizeram rir. Tipo “Não é tão mau assim ser pseudo intelectual de miolo mole, talvez não seja propriamente pior do que ser um verdadeiro intelectual de miolo duro” Típico do cantor baiano. Era justamente o que eu pensava que ele era: intelectual de miolo mole... E pensando bem miolo duro também é demais! Poderia ter um miolo ao ponto...
Caetano cabeça branca, cheio de rugas como eu, levantando ora a perna esquerda, ora a direita, quando canta. Com aquele mesmo jeito de menino em corpo de idoso. Parecia brincar com o tempo... Não tive saída – estava perfeitamente identificada com ele.
Uma das coisas que o tempo faz conosco é tornarmo-nos parecidos uns com os outros de verdade! Temos rugas em comum, cabelos brancos, (mesmo tingidos a gente sabe que são brancos), e certos ares de quem conhece muito bem onde está pisando, Ainda se preferir, uma expressão de quem está brincando para dissimular o atual conjunto corporal comprometido com ele – o tempo!
Pouco sei do Caetano de hoje. Pelo que li em seus olhos, há algo de novo no velho que se apresenta. Talvez um pouco de melancolia que evoca os bons tempos onde tudo de bom brotava daqueles que caminhavam pelas artes. Um reconhecimento de que o inexorável tempo deixou-nos ótimas lembranças que não mais se repetem. Mas nos acompanham quando saímos de cena e de vez em quando somos convidados a retornar, como no caso de Caetano no programa especial da TV Globo.
Na verdade ele tornou-se uma figura simpática, para mim. Isto porque sua figura evoca aqueles bons tempos onde a gente lutava por um ideal comum e curtia uma boa canção.
O que eu sentia de ruim em Caetano está junto ao pacote do que não faço absoluta questão de recordar. Esta junto a um punhado de “besteiras” que eu andei aprontando no passado... E quer ver eu me parecia com ele mesmo...
Hoje em dia a minha indignação com as letras e musicas que nos tem aparecido, fazem-me abençoar o passado onde aquele homem cabeludo com roupas estranhas e aspecto de louco compunha e cantava boas canções. Quando ouço por um instante uma destas blasfêmias que estão sendo compostas nos dias de hoje e que encantam a grande massa, eu digo de coração:
- Saudade do Chico... Do Vinicius, do Milton, da Nara, do Tom... Do Caetano...
Mas como sempre ele diz e faço questão de acreditar “Pra que mania de viver em décadas? Não vivo em décadas, vivo na vida... Cantando eu mando a tristeza embora...

















segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Lançamento do Pardalzinho

Gente,
O Lançamento do Pardalzinho Desconfiado vai ser no
Centro Cultural Casa Azul
Rua Dr. Cassiano, 140 – Centro
Contagem – MG
às 16,00 hs
Estou esperando todos vocês!

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Há uma criança dentro de mim


Maria J Fortuna


Há uma Criança dentro de mim que por nada neste mundo quero molestar, a não ser involuntariamente. Ela quem me faz sorrir, brincar, esconder a mão para o outro adivinhar o conteúdo, confiar nas pessoas, extasiar com a Luz e brincar com as trevas.
Não quero nunca me tornar uma pessoa seria porque, assim jamais poderei deixá-La brincar com as estrelas e catar conchinhas na praia.
Esta criança nunca envelhece e, às vezes, é desobediente, mas quando vou ver Ela está certa.
Quando para de brincar dentro de mim a escuridão aparece. Porque é o próprio sol!
E quem olha para meus olhos quando estamos brincando, sente que há algo muito solene acontecendo. Porque “não há algo mais serio do que uma criança brincando...”
Eu A trago para o trabalho e, de vez em quando, Ela, travessa, revela Sua Presença e me faz sorrir.
Como é linda esta Criança! Ela é minha vida, esperança e o que me faz continuar viva.
Demorei ter consciência da Sua Presença. Achava que ela era eu mesma, tanto tempo que mora dentro de mim. Senti que era uma brincadeira de “esconde esconde”. Ela se escondia de mim e eu Dela.
Quem de mim se aproximar nunca deve tentar agredir esta Criança com sua desconfiança e desamor. Nem tentar discipliná-la aos moldes de alguma instituição criada pela sociedade humana. Ela repudia toda espécie de controle e só se compromete com a vida e o Amor.
Além de amar outras crianças, flores e animais, ama as ditas pessoas marginais e brinca com elas.
Por sua causa fico mais jovem e penso na tristeza da vida dos que não A tem dentro de si.
Quando Se mira no espelho dos olhos amantes de outras pessoas, usa meu coração para se alegrar. E ele salta desordenadamente.
Custo a agüentar Sua Energia e emagreço 2 kls quando ela fica muito presente.
Tudo porque esta deslumbrante Criança deixa-me embriagada com Seu Amor. Queima-me toda e me deixa tão feliz que não posso suportar!
Se caio na armadilha das pessoas adultas, com suas vidas desbotadas e rançosas, Ela se entristece fica magoada. Então lhe digo que não. Que tudo foi falta de coração, falta de lembrar-me Dela.
Então minha Criança volta a sorrir, através dos meus lábios, mesmo que eu esteja amargurada por causa de algum tombo mal aceito.
Ninguém resiste a esta Criança!
Ela está tão dentro de mim que, de vez em quando, me faz errar minha própria assinatura e meu nome sai assim:

Maria do Menino Jesus
Estou achando que quase não está dando para ler a fala da Lena Luci. Com isto prometo a vocês que vou achar um jeito de ampliar a letra dos balõezinhos.
Neste ai embaixo ela pensa ao ver a mulher afegã
- Esconde isto, esconde aquilo, esconde idade...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Sobre o Pardalzinho Desconfiado

O Pardalzinho Desconfiado é uma obra que coloca o leitor diante do fenômeno mistificação. O personagem se vê as voltas com um belo pássaro mentiroso que se diz deus da floresta.
Em nossa selva urbana existem muito desses “pássaros” mistificadores. Daí a idéia de escrever sobre este novo tema.
Josias Marinho conseguiu comungar com o texto e aí aconteceu esta maravilha que é criar junto.
Tenho a impressão que, como aconteceu com outras obras de minha autoria, os adultos também vão gostar. Estou muito feliz com a publicação deste texto que me saiu do fundo da alma que busca amar e confiar.


Aí está a capa do meu livrinho a ser lançado breve em BH. Fiquem atentos porque vou convidar todos para o lançamento. Estou aguadando a Editora Mazza marcar o dia. Vai ser ainda este mes de fevereiro.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Espero indicar sites, blogs, livros, filmes e até palestras e dicas de viagens para vocês. Espero também postar lindas cronicas, poesias, desenhos, de vocês. Dar noticias do que está acontrecendo no RioxBH também vai ser uma boa! Quanto maior participação sua no blog melhor. "Quem não se envolve não se desenvolve..."
Por falar nisto acabei de ler um livro maravilhoso que se chama A menina que roubava livros... Um drama pungente passado na Alemanha nazista. A cada frase do autor a gente sorve poesia. Nunca li nenhum livro em minha vida em perfeita prosa poética. Tudo isto em harmonia. O autor é Markus Zusak. São 480 páginas poéticas. Não deixem de conferir.
Quem sou eu

Como muitos brasileiros, nasci com o fogo sagrado da arte fumegando dentro de mim, mas com muito pouca oportunidade para entregar-me a esta necessidade de expressão do meu ser por causa da sobrevivência material que me levou a procurar outros rumos.
Nascida em S. Luis do Maranhão, aos vinte e dois anos parti para Belo Horizonte – Minas Gerais. Permaneci trinta e sete anos em terras mineiras e agora, há seis anos estou de volta ao Rio de Janeiro, onde passei minha infância e adolescência.
A revolta contra as injustiças sociais levou-me a escolher Serviço Social como profissão. Trabalhei trinta anos em Postos de atendimento médico em Belo Horizonte. Abomino a ignorância que traz a guerra, fome, miséria, corrupção, preconceito. Tudo isto dificulta o crescimento do individuo em sua filosofia de vida, ideologia política, religiosidade e sexualidade.
Pertenço à geração dos anos de chumbo, quando presenciei os horrores ditadura no Brasil. Muitos dos meus companheiros de trabalho sofreram torturas por causa de suas ideologias numa luta muito desigual. Mas dentro desse espírito de luta o reconhecimento de que esta dava sentido as nossas vidas.
Paralelamente a isto testemunhei o florescimento de figuras incríveis no terreno da arte como Chico Buarque, Caetano, Milton Nascimento, Maria Bethânia, Tom Jobim, Vinicius de Moraes e outros e da política como Che Guevara, Martin Luther King, D. Helder Câmara e outros
Freqüentei escola de dança contemporânea por muitos anos. Fiz curso de desenho, pintura e modelagem na Escola Guignard e no INAP (Instituto Nacional de Ates e Projetos) E teatro num grupo da Cruz Vermelha. Tudo em Belo Horizonte.
Com toda esta incursão no mundo das artes claro que descobri que não podia viver longe deste cenário. A literatura havia brotado cedo. Desde menina sou fascinada pela palavra e tenho prazer em me ocupar delas para expressar sentimentos em poesia e prosa.
De uns tempos para cá comecei a despertar a escritora, adormecida em mim. Resgatei alguns textos que foram escritos ao longo da minha existência os quais não dei valor algum na época em que foram produzidos. Aos poucos fui percebendo que eles procedem da alma e comecei a respeitá-los assumindo a responsabilidade de não só preservá-los, mas difundi-los.
Publiquei três livrinhos infanto-juvenis ao longo desses últimos anos: o primeiro foi O menino do velocípede. O segundo A Incrível estória de amor de Mimo e Dedé. Ambos estão esgotados. Por último O anjinho que queria ser gente, que está na 2ª edição pela Mazza Edições.
Por fim criei uma personagem chamada Lena Luci. Estas charges brotaram no meu imaginário e começaram a existir através de um traço simples, despretensioso. Surgiram porque tive necessidade de rir e fazer rir as mulheres que estão na fase difícil da menopausa, com suas dificuldades para encarar a vida daí pra frente. Isto aconteceu depois que eu havia feito várias charges sem nenhuma identidade particular, todas com fins terapêuticos e tendo como tema esta mulher na chamada meia idade.
Daqui há pouco tempo será lançado mais um livrinho infanto-juvenil de minha autoria – O pardalzinho desconfiado e outra obra muito recente que se chama A sementinha que não queria brotar, Ambas pela Mazza Edições em Belo Horizonte
Apesar de publicar livros para crianças, pretendo lançar um de crônicas. Tenho várias delas publicadas em sites e blogs de amigos. Agora que criei meu próprio blog vou partilhar com você o que tenho escrito.

Sejam bem-vindos

Sejam todos bem-vindos a este blog que acabei de criar.
Espero que todos se sintam a vontade para tecer comentários sobre tudo o que colocarei aqui de hoje em diante.
Artes e artes traz a figura simplória de uma personagem tragicômica de meia idade que caminha por ai com suas dificuldades existenciais – Lena Luci
E as palavras ficam soltas, livres, para expressar o obscuro e o luminoso que existe dentro da alma.
Sobretudo poesias... Apesar de que vão surgir muitas crônicas e quem sabe até contos... E pequenas historias infantis.
Então vamos lá para a apresentação da minha pessoa.

De como nasce um blog...

Para os semi-analfabetos em internet, o blog nasce assim... Como vocês estão vendo... Não sei como tirar a foto de Doce Azul do caminho... O texto sobre Lena Luci teria que vir logo depois da figura (apanhei pra diminuir esta figura...). Mas não deu certo. Fica misturado o esotérico com o humor da personagem. Desculpem-me a inexperiência.

Esta é Lena Luci.
Daqui pra frente novas charges desta minha personagem a qual apresentei a vocês.


Doce Azul e sua linda viagem aos Chacras. Conexão com a alma. Casamento alquímico.
Como nasceu Lena Luci

Lena Luci nasceu da dor de uma transformação sentida na carne e no espírito, diante dos inevitáveis ditames do tempo, agente absoluto de nossa transformação interna e externa.
Senti necessidade de rir de mim mesma e das pessoas que estão passando pelo processo que tem o dom de nos levar de um mundo para o outro de forma irreversível.
Aliás, com o tempo não se discute. Ele realiza, quer a gente queira ou não. Lena Luci começa a perceber que seu mundo torna-se irônico e absurdo a partir dos limites que cerceiam seus sonhos no dia a dia cada vez mais. A partir do momento em que experimenta a menopausa. Momento em que a mulher se depara com suas limitações frente ao consumismo ligado ao culto da beleza na juventude.
Não tem como uma boa dose de humor na vivencia de processos considerados dolorosos. Rir de nós mesmos ajuda-nos a tornar as coisas mais simples e suportáveis.
Espero que as mulheres que conhecerem Lena Luci e se identificarem com a mesma, curtam bastante o personagem em vez de ficar se lamentando... Afinal estamos todas no mesmo barco!

Quem sou eu

Minha foto
Sou alguem preocupado em crescer.

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