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segunda-feira, 17 de março de 2008


Bethânia e Omara show!!!!!
Maravilhoso o show no Canecão da Maria Bhetânia e Omara Portuondo! Omara, com mais de setenta anos, é considerada uma das maiores cantoras cubanas. Quem já viu Buena Vista Social Club lembra desta inesquecível artista de voz macia e intensa! Bethânia dispensa comentários... Arrasou!
Se vocês perderam o show não deixem de vê-lo em reprise. Outra alternativa é adquirir o DVD que, com certeza irá sair breve.

sábado, 15 de março de 2008















Máscara

Maria J Fortuna

Tenho-as penduradas na parede da minha sala. Imitação canhestra da face humana. Elas me fascinam... Impávidas, com um ar de indiferença. Estão por lá muito belas. Pintadas com tintas suaves. São brancas, douradas ou prateadas. Com incríveis arabescos desenhados meticulosamente, no fio de um pincel miraculoso! Mas tem os olhos vazados... Como se a alma tivesse fugido. Com isto ficam com semblante empedernido, retratando o que seria total ausência de emoções e sentimentos.
De onde veio este meu fascínio desconheço... Talvez no exercício de não demonstrar sentimento que agrida ou transborde em ternura. Das dores suportadas sem gemidos e lamentações. Do fechar-se ao olhar agudo e provocante daqueles que são incapazes de decifrar código de amor. Da necessidade de ocultar-se como um gato dentro de um armário escuro. Ou de esconder os espinhos sob as folhas de uma roseira triste.
O silencio da máscara é instigante, marmóreo, encerrado em si mesmo. Expressão parada no tempo. Imobilidade, eterno disfarce do que nunca quer se mostrar.
A máscara é um grito solto no ar. Ou na parede... Encima de um móvel. Onde estiver. Se tiver um sorriso pregado nela, este deboche ficará congelado. Bizarrice enrijecida no estático. Na não ação, no sem sentido. Se tiver chorando retratará um momento de dor perene, sem esperança, sem nenhuma possibilidade de mudança. Se tiver um sorrido doce, soará ainda mais falsa nos momentos em que o ódio invadir nosso ser por algum motivo. Parece que zomba do que é frágil e mutável. Do que é humano e reativo.
Por trás da máscara tem sempre uma infância interrompida. Mão carregando pedra com flor, sem saber como fazer uso delas. Peito asmático, pássaro ferido, pranto suspenso na dor.
Um dia o tempo resolve se vingar dela, da máscara... O branco de fundo pode perder seu brilho opaco, desbotar as cores. Rachaduras podem aparecer cravando suas unhas no barro ou de repente o metal se veja amassado. Pode se espatifar no chão, quebrar ou amassar. E o que pode aparecer por trás dela, só Deus sabe!

quarta-feira, 12 de março de 2008



Lena Luci

Ouvindo o desabafo da amiga:

- Ele tem 22 aninhos...

- Haja....



O caminho do centro
MariaJFortuna

- Onde estão meus óculos? Percorro todos os pontos conhecidos da casa e nada... Depois de ficar ofegante e preocupada com o sumiço das lentes, dou-me conta de que estão bem no alto da minha cabeça. Eu mesma as havia colocado lá... As lentes que me fazem enxergar com um pouco mais de nitidez o mundo que nos cerca...
A mesma coisa ocorre com a Presença de Deus.
- Onde está meu Criador? Por que se ausenta nesta ou naquela dificuldade? Onde estava quando eu precisava d´Ele?
O que mais fazemos nesta vida é justificar tudo que nos acontece como vontade de Deus. E qual foi nossa contribuição para que as coisas aconteçam deste ou daquela maneira?
Construímos templos, igrejas imensas, sinagogas, mesquitas, para cultuá-lO, quando na realidade esquecemo-nos de deixar simplesmente que Ele aconteça dentro de nós... Em nome do Qual fazemos guerra. Ninguém planeja guerra quando está feliz, na Luz.
Acredito que muitos morrem sem encontrar Deus. Afinal nossos pais nos ensinaram a buscá-lO fora de nós mesmos. Foi assim que aprenderam com os pais deles, nossos avós, e assim por diante, com suas preces decoradas. Tudo vem de muito longe... Desde o dia em que desfocalizamos o Criador. Perdemo-lO de vista. Houve quebra da unidade e ficamos fragmentados e perdidos em nossa cegueira. Pecado original tem a haver com perda das lentes... E acontece quando pensamos que crescemos chamando-nos, a nós mesmos, de adultos.
Não havida necessidade de procurá-lO quando éramos muito pequenos. Ele estava ali, dentro de nós, em comunhão absoluta! Respirava conosco. Corações batendo junto... Mas com o tempo, os adultos nos fazem procurá-lO fora... Bem cedo, Deus é expulso de nossas consciências... E o ter substitui o ser. Começa o calvário do consumismo... É preciso ter cada vez mais para substituir um Ser Infinito que diz para Moisés:
- Eu Sou Aquele que É...
Uma busca constante! Um saco sem fundo... Carrega civilizações para o buraco negro do desejo não saciado.
Na educação católica, aprendi a procurá-lO no sacrário das Igrejas. Ali havia Presença. Mas... E quando eu precisava Dele (a) porta a fora, onde estava? Assim eu me indagava quando menina. E quantos não tão pequeninos fazem a mesma pergunta?
É óbvio busca de Deus descentralizado, desfocado, tem haver com sociedade de consumo. As propagandas de TV, radio, jornais, etc., anunciam produtos que o Criador não preparou para suas criaturas. Venenos adulterando Seu objeto de criação.
Deus numa garrafa de Coca Cola?...
E no coquetel de coisas ruins começa o noticiário do que seria a conseqüência deste consumismo desenfreado por coisas impróprias para nossos corpos e almas.
Onde estão meus óculos? Onde está Deus?
Como é difícil encontrar o óbvio! Como é complicado encontrar-nos a nós mesmos. Por que o autoconhecimento nos leva ao centro. Teríamos que buscar novamente a criança interior. Aquela que na sua simplicidade e pureza tem relações intima com Ele (a), sem nenhum esforço. A que não tem nenhuma vergonha de pedir ao Pai e a Mãe alguma coisa. Algo que necessite para simplesmente ser feliz.
Se, com muita luta, adquirimos o hábito de meditar, passamos a ser esquisitos aos olhos de quem não compreende que estamos buscando, em nós mesmos, os óculos que perdemos para enxergá-lO com nitidez.
Na verdade tomamos consciência de que Ele (a) nunca saiu de nossos corações, de dentro da gente. E tudo que queremos na vida é enxergá-LO novamente...





domingo, 9 de março de 2008

Lançamento do Pardalzinho


Aí estou entre as amigas da velha guarda... Foi um reencontro muito feliz!
O lançamento do Pardalzinho Desconfiado foi um sucesso!


Foi maravilhoso o reencontro com os amigos de Belo Horizonte no lançamento do Pardalzinho Desconfiado.

Aí na foto estou com a filhota que partiu para a França depois do lançamento.

Foram momentos intensos e cheios de ternura com a presença, além dos amigos, das crianças mineiras.

sábado, 8 de março de 2008

Dia internacional da mulher



Quebrando a forma

Maria J Fortuna

Em meio a um turbilhão de acontecimentos de uma Nova Era que está surgindo no Planeta, vejo a mulher quebrando a forma em que estava revestida durante logos anos de descriminação e marginalidade. Uma forma hipócrita e absurda de se deixar encobrir. Camadas de preconceitos que, escondidos no véu negro da ignorância, fazia a mulher ficar trancafiada dentro de si mesma num estado de inconsciência do seu próprio corpo e do corpo sócio-político que a cercava.
Uma vez se auto-despindo, enfrenta sua nudez mesmo cheia de feridas. O ar que liberta regenera seu ser. E este vento de liberdade sopra sobre ela cicatrizando tais feridas.
Assumir a sua própria identidade desperta seu animal interior. O que faltava para juntar à doçura de Maria a bravura de Joana Dárc.
Pisoteando valores ultrapassados, abrindo mão de relacionamentos desgastados e ditatoriais, reconhece finalmente sua essência.
Nesta jornada tudo se arrebenta dentro dela como a semente em seu útero no ato de gerar um filho. Ela se torna mãe de si própria. A mulher está parindo seu próprio ser e emerge de suas próprias cinzas
Para que não se perca no burburinho da vida cotidiana, há que se esvaziar da sedução do consumo desenfreado de um capitalismo selvagem que se alimenta da inconsciência das massas menos favorecidas e do oportunismo de alguns.
Há uma consciência maior de que prejudica seu processo de crescimento, Torna-se essencial que se sinta um ser de transcendência mas tenha bom senso de não cair na fantasmagoria ou misticismo e reconheça suas arapucas.
Na mitologia o deus Hades rapta Perséfone para o mundo dos mortos. Isto significa amor entre a donzela e o rei do mundo oculto. A mulher grávida de sabedoria, mas sem consciência disto. Assim como viveu durante séculos, salvo pequenas exceções. A própria natureza alimenta sua alma. Dá sementes, flores e frutos.
O mundo patriarcal é enfim superado e o respeito a si própria, o resgate de sua dignidade e do seu enorme potencial emerge em algumas novas sociedades humanas.
Já não cabem os horrores da mulher agredida pelo macho, apedrejada pelo mundo mulçumano, castrada em algumas sociedades africanas.
Deixa de ser sinhazinha mimada a espera de um bom partido que lhe garanta sustento e conforto. A subserviência ao marido, mascarava a hipocrisia da sociedade. Onde prostitutas e escravas negras poupava sua virgindade. Contudo casava-se menina e morria, prematuramente, de parto.
É necessário que se quebre de vez esta forma arcaica e sem nenhum sentido. Apagando da memóri o antigo padrão de mulher que em sua convivência com o marido algoz, criava machos dominadores para reprimir outras donzelas que também eram criadas para serem dominadas por seus maridos. Que seja mãe de homens verdadeiros.
E que a forma seja de barro para que , ao quebrar-se na primeira chuva de verão, derreta para sempre seus pedaços e misture-os a terra que tudo engole e mesmo passado muitos anos, é capaz de reciclar.
Que não sejam aprisionadas num manto ou mutiladas por um sistema perverso. Mas que aprendam a desfrutar todo o prazer que seu corpo lhes dá.
Não vejo mais a mulher-criança obrigada a engolir seu desejo e despojar-se dos seus sonhos.
Que todas as minhas irmãs de sexo, de uma geração cheia de contradições e revolucionárias na mudança de costumes, quebrem pra valer suas formas.
Que o nascimento da nova mulher seja cheio de harmonia e beleza apesar das cicatrizes. Que deixem sair de si mesmas não só o ser humano de amanhã mas ela própria, luminosa, inteira, corajosa, rindo de seus medos e de suas fraquezas. Participando e sendo respeitada na sociedade onde vive nas diversas profissões que abraça.
Assim amará seu homem como companheiro de jornada. Cúmplice na criação de outros seres livres, plenos de si mesmos.
Tenho certeza que esta nova mulher transcende o mistério de sua própria natureza!

Quem sou eu

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Sou alguem preocupado em crescer.

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