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sexta-feira, 23 de outubro de 2009


Minha amiga Radda Dimittrica recebeu uma nova medalha de ouro em cerimônia na SBAV - Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho. Fui assistir a cerimônia, onde outros talentosos artistas estavam exibindo sua arte, tais como: Thereza Theodora, Alexandra Pinto (Alix), Matilde Toledo, Kazu Maia, Fatima Gomes e outros.

Na foto eu e Radda






Aí estão outros belos trabalhos como A santa ceia de Matilde Toledo e o de Thereza Theodora em fibra vegetal








terça-feira, 20 de outubro de 2009

Visitem http://precesemcaledoscpio.blogspot.com/ Os que apreciam sempre voltam... Na verdade trata-se do meu antigo blog Preces do Sol e da Lua que está sendo renovado.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Um pássaro é um pássaro...




foto de Krishnamurti



Maria J Fortuna

Um pássaro é um pássaro, uma flor é uma flor. Por que para o ser humano é tão difícil ser ele mesmo? Parece uma pergunta idiota, de quem não conhece sua própria natureza e as dificuldades cognoscíveis ou não, por que tem que lutar para conseguir tal intento? A pergunta poderia ser: por que criamos, ao longo do tempo, tantos obstáculos para a realização plena da nossa natureza humana? Sabemos que logo que a luz se faz a nossos olhos, já estamos às voltas com nosso próprio temperamento, que se a princípio não aceito pelos pais, contribuirá para nos transformar num desastre! Depois vem a família, religião, valores culturais que ajudam ou dificultam o autoconhecimento. Isto todo mundo sabe, mas aí me vem outra pergunta: que espaço temos para sermos livres de dogmas e preconceitos em nossas vidas? Sim, porque para que haja autoconhecimento precisamos, acima de tudo, de liberdade.
Durante muito tempo li muitos livros e textos de Jiddu Krishnamurti. Este Mestre foi o grande responsável pela quebra de paradigma de muitos dos meus companheiros na década de sessenta. E o que me encantou nele foi a força interior que o fez se negar a ser o veículo para o "Instrutor do Mundo". Krishnamurti, no entanto, não tinha compromisso com nenhuma linha filosófica ou religiosa, não sendo do Oriente nem do Ocidente, mas para o mundo todo. Declarou ser a verdade "uma terra sem caminhos", à qual nenhuma religião formalizada, filosofia ou seita daria acesso. Só tinha compromisso com ele mesmo. Imagine a revolução interior, a ausência de referência quando, de repente, uma pessoa referenciada por crenças e dogmas judaico-cristãos, se depara com tal proposta de liberdade? Krishnamurti afirma que é possível produzir mudanças fundamentais na sociedade, apenas pela transformação da consciência individual. Isto me lembra a proposta de Paulo Freire sobre a importância da necessidade de uma pedagogia dialógica emancipatória do indivíduo oprimido. O que nos oprime afinal? Por que temos tanto medo da liberdade?
Neste mundo moderno está cada vez mais difícil o indivíduo ser autor de sua própria história. No apelo do consumismo, na luta desvairada pelo poder, na correria da sobrevivência, estamos nos perdendo. As máscaras se sucedem, conforme as conveniências e, cada vez mais, ocultam a nossa própria verdade. A violência, a exploração e a injustiça estão presentes o tempo todo, sem data para acabar.
Enquanto tudo isto acontece, alguém acorda absolutamente ausente de si mesmo e, neste estado, consulta o horóscopo do dia, toma um desjejum às pressas, pega condução para o serviço. À noite, ao chegar em casa, liga a TV no noticiário do horror, assiste à novela da onda e vai para a cama dormir ( se conseguir). Acorda no dia seguinte, quando tudo recomeça...
Quem é esta pessoa? Não faço a mínima idéia... Nem ele próprio.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009


A arte de decorar havaianas é muito boa!
Em cada continha um colorido diferente ilumina meus olhos e me encanta!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Visitem http://precesemcaledoscpio.blogspot.com/
Os que apreciam sempre voltam...
Na verdade trata-se do meu antigo blog Preces do Sol e da Lua que está sendo renovado.


Maria J Fortuna


O maior texto, que já escrevi até hoje, foi sobre um assunto que sempre me intrigou – o velho novo tempo... Nele, confundo tempo com Deus, energia, correnteza, vento brabo, tudo o que passa correndo, e julgando esta abstração estupenda de um mau gosto inexplicável! Pois é capaz de fazer de mim um punhado de células que envelhecem, afastando meus amigos de infância e juventude, levando entes queridos sempre, a meu ver, prematuramente, para lugar desconhecido, e ainda prometendo fazer o mesmo comigo. Sempre fui avessa às aulas de História, porque falavam de um passado, para mim, inútil, que pode ter sido deturpado no relato oral ou escrito dos antepassados. Por tudo isto eu achava o tempo um absurdo eterno, sem lógica.
Finalmente, encontro uma forma, não de compreendê-lo, mas de pará-lo! De uma vez extasiada, nem perceber sua presença... De não questioná-lo, mas apenas permitir que a luz me preencha todas as células, tornando-me atemporal! É isto: o tempo existe para que possamos nos reconhecer na infinitude do Amor! Quem ousa questionar o tempo quando isto acontece?
O estado de amor é a via mais rápida para chegar à transcendência, o que me deixa totalmente fora do tempo. Que me reúne e me faz valorizar o que aconteceu no passado e no futuro. Que me faz reviver a Santa Ceia como se eu estivesse ali, com os discípulos, na presença do Mestre. Contemplar, embevecida, as obras de Da Vinci, como se tivessem saído, naquele momento, do pincel para a tela. Emocionar-me com a poesia de Cecília Meireles, como se as letras ainda estivessem frescas no branco do papel em sua velha escrivaninha. Alegrar-me com as estórias do Sítio do Pica Pau Amarelo recém-escrito por Monteiro Lobato, enquanto eu ainda criança.
O belo é atemporal! O estado de Amor, além de um mergulho no belo, ainda nos faz viver tudo o que se passou no que se passa. E o que se passa no que se passará.
Em estado de amor, não se julga. Reconhece e acolhe a pessoa velha que fui, e a nova pessoa em que me torno a cada instante. Reconhece, igualmente, o outro do mesmo jeito. Assim consigo vislumbrá-lo, por mais inflexível que seja, em processo de mudança. Basta que o amor chegue de repente, sem nenhum aviso prévio, com seu jeito profano e sagrado, humano e divino. O tempo não ousa existir quando a gente está mergulhado nele. O tic-tac do relógio nada tem a ver com as descompassadas batidas do coração humano quando ama...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Um blog de preces ao Criador

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Mulher de 50 ou mais...


Para ampliar clique na figura



Eu e você
Maria J Fortuna

Um dia ela se perdeu no mar dos seus olhos azuis... Seu jeito terno e silencioso, foi a grande motivação para amá-lo, assim que o viu pela primeira vez. Ele era transparente como as asas da libélula, e tudo se processava, entre os dois, de forma intensa e inesperada. Descobriu naquele seu olhar inocente, o apelo por amor e paz. E sentiu que, apesar de sua seriedade aparente, ele era lúdico como criança, com quem podia brincar entre um por de sol e outro. Ela na primavera e ele no outono.
O amor dos dois foi algo tão bonito quanto o cavalgar firme de um alazão trazendo uma inseparável borboleta em seu dorso.
Um dia, ela o presenteou com dois bibelôs. Eram duas canequinhas de vidro, escrita em uma EU e na outra VOCÊ, e disse para ele:
- Toma EU; levo VOCÊ...
Noite seguinte, numa emboscada da lua crescente, se viram como amantes. Depois das felizes agonias dos momentos da intimidade amorosa, ela mergulhou em seu peito, escutou-lhe o coração, enquanto ele, com os rosto em seus cabelos, cerrou os olhos azuis e celebrou o negro dos olhos dela.
Ficaram ali como se estivessem rezando. Então, lentamente ele esticou a mão esquerda para pegar sua blusa púrpura e dela retirou o bibelô presenteado.
- Aqui está você de volta, disse, estendendo a bibelô EU para sua amada.
E ela, preguiçosamente, procurou no bolso do seu agasalho o bibelô VOCÊ e lhe entregou docemente:
- Tome VOCE para sempre...

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Sou alguem preocupado em crescer.

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