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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Arrogância


 


                                                                                                          Maria J Fortuna

 

Concordo plenamente que a arrogância deve ter sido o pecado original relatado pela Bíblia.  A partir daí o caos se estabeleceu e o espírito do belo anjo Lúcifer passou a perturbar os que vivem na Terra. A unidade com o Criador foi rompida e continua a fazer vitimas na figura dos ditadores do mundo!  A linha da vida que leva à infinitude se partiu, em vários pedaços, e ficou cheia de pequenos nós, acrescido de cerol - aquele grude de tapioca com vidro esmagado feito para cortar a linha dos papagaios.  Assim acontecem. Aqui e ali, as tentativas de corte aos voos das utopias, ideais e sonhos dos que tem nostalgia da unidade perdida. A arrogância é amiga da intolerância que é amiga do preconceito. Daí as grandes guerras pessoais e coletivas. É o que está ocorrendo no Irã de hoje, por exemplo. E sempre foi e será assim, até que a consciência humana encontre lucidez e respeite a liberdade de viver e agir do outro com sua verdade, pois todos nós estamos em construção.
Desafio é ter que lidar com um chefe, colega ou subalterno arrogante, para os que trabalham em empresas, principalmente.  Na convivência do dia a dia, quando alguém se torna arrogante, empina o nariz e, numa postura de peito de pombo nem sempre visível, acha que pode gritar em alto e bom tom, o que lhe vem à cabeça, às pessoas mais tímidas e retraídas.  Não interessa o que tem a dizer essas pessoas, afinal ele tem sempre razão.
Pisar no pé de um arrogante é coisa muito séria porque, apesar de sua resposta ser sempre previsível, o interlocutor nem sempre esta preparado para segurar o bafo azedo de agressividade que o atinge  como  terremoto e não dá espaço para explicações. Afinal deu, a si mesmo, autoridade para criticar o outro como bem entende, sabe de tudo e nega o que desconhece antes de se inteirar do assunto. Ou seja, nega o que o outro tem como verdade para si, muitas vezes usando ironia para criticá-lo.
               A marca registrada dos grandes Mestres da humanidade tem sido a serenidade.   São tolerantes diante da ignorância humana. Sabem que não sabem e não têm o mínimo interesse de coibir quem quer que seja. Ou impor seus conhecimentos.  Ao contrário do arrogante que não sossega enquanto não “derruba a opinião” alheia no sentido de ter ele sempre razão. E fica pra sempre grávido da sua razão.
Perdi um grande amigo que se dizia meu irmão, por causa do seu estado de arrogância, na ocasião em que nos vimos envolvidos num conflito.    Por duas vezes ele,  de forma prepotente, disparou contra mim palavras pesadas, mal cheirosas, destemperadas que eu não consegui revidar. Apesar de amá-lo muito, não tentei uma reconciliação porque passei a não suportar seus ataques de demiurguice.  Esta é uma forma de  mostrar as outras que são poderosas escondendo dentro de si temor e insegurança. Apesar de que o arrogante  sabe perfeitamente onde ele pode exercer o seu “poder” e ficar cada vez mais sozinho.... É uma situação intolerável!

domingo, 16 de setembro de 2012

Conexões


                                                                                                                                                            Maria J Fortuna


                    Em todas as direções, há conexão entre linhas de pensamento. Entre os caminhos, onde brotam ideias, sentimentos e sonhos. Hoje mesmo, estava lendo um artigo no jornal sobre a conexão Freud x Proust e a forma de como encaravam “o lago desconhecido” ( Le lac unconnu) . O primeiro com um ensaio científico; o outro filosófico. Por causa disso mesmo sinto a liberdade de pensar, agir, como coisa mais preciosa do nosso ameaçado reino existencial, onde o espirito do homem é feito de pedra e flor. E toda forma de conhecimento tem uma injução.
                    Nascemos meio santos, meio guerreiros, ambos sujeitos a grandes paixões!  E todo o trabalho de evolução humana é abrir a porta da luz  de um lado para apagar as trevas de nossa ignorância do outro, por mais arrogantes que sejamos.
                    Graças a essa grande teia de conexões, no jogo de luz e sombra, resistimos, algumas vezes, à brutalidade que vem desde os tempos mais remotos, das civilizações dos que caminham sobre a Terra. Volta e meia temos uma recaída em nosso lado mais obscuro.  Por uma sutil provocação contra nossos valores e crenças, engrossamos as fileiras na violência do ódio destrutivo, como ocorre no Oriente Médio.
                    No mesmo jornal, li sobre o pensamento do filósofo contemporâneo Michael Shermer, afirmando que a causa das desgraças da humanidade são as religiões e que a salvação está na ciência, que vai responder todas as nossas perguntas... Será?   Gostaria de saber como Shermer chamaria a perplexidade do ser humano diante de uma obra de arte. E como chamaria o sentimento que toma posse da gente, quando escutamos uma música que nos faz derramar lágrimas? E aquilo que nos faz estremecer quando vemos o ser amado, chamaria do que? Tudo é Química, como dizem os jovens de hoje? Que nome daria a esse conhecido tão Desconhecido? Considerar esse Terceiro Incluído é o novo paradigma defendido pelo revolucionário e jovem americano Ken Wiber em suas obras. Eu li O olho do Espirito. 
                    A ciência sectária parece-me tão pouco explicativa quanto a religião que não religa. Onde fica a relatividade de todas as coisas? Por que para viver a ciência temos que negar o que nos traz a fé?
                    Enfim, a diversidade de ideias, posturas, inclinações existem e sempre existirão durante a nossa curtíssima estada na Terra. É como se fizéssemos parte de um bordado com linhas das mais matizadas. Quantos tons de cada cor? Quantos sons em cada som? 
                    A esperança é que outras conexões não param. Até que a luz penetre na obscuridade de cada um.

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