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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Móveis-esculturas - Vale a pena conferir



Estilista brasileira em Milão

 
 
Leneide Duarte Plon, que mora em Paris, visitou a exposição de Andreia Chaves:
 
 
"O Brasil tem talentos que brilham no exterior e que muitas vezes desconhecemos. Andreia Chaves é uma designer brasileira que faz sucesso em Milão, capital italiana da moda. O site dela tem sapatos geniais, verdadeiras esculturas.
           Encontrei-a em Paraty, no réveillon passado e conhecemos o namorado dela, um artista irlandês, que faz magníficos móveis-esculturas, de formas puras e expõe em toda a Europa. Verdadeiras obras de arte. Nos sites deles pode-se ter uma ideia do genial trabalho de criação desses dois artistas:  www.josephwalshstudio.com e www.andreiachaves.com"
*       
 
A gente vê como Joseph Walsh tem a ver com Andreia Chaves. 
 
 

sábado, 22 de junho de 2013

Deixe tudo muito claro!


 
 
 
 
                                                                                                       Maria J Fortuna

Se você voltar a se relacionar, mais intimamente com alguém do passado, deixe bem claro, a partir do seu retorno, o que espera encontrar dessa pessoa depois que os anos se passaram.   Talvez sua expectativa seja ver nela, alguém renovado, mas por falta de esclarecimento, não perceba que a mesma continua exatamente como sempre foi e, com isso, a historia fatalmente voltará a se repetir. E você estará fadado a se repetir também.
 Para que não haja retorno de antigos problemas, não adie clarificar as coisas para com  seu velho afeto. Principalmente sobre questões pendentes que não foram resolvidas e superadas,  por ambas as partes no tempo vivido junto, e  que por isso podem emergir desse passado a qualquer momento.  Estou me referindo às lembranças de comportamentos que, para você, são intoleráveis e a pessoa parece nunca ter calculado a dor que sempre lhe causou.   Ou talvez  até saiba, mas não consegue controlar seus impulsos em direção  a  outro   jeito de ser e estar  mais positivo em relação a si mesmo e aos outros.   Pode ser alguém que você descobriu, faz tempo, ser incapaz de perceber como é difícil tolerar a repetição constante de atos considerados para você nocivos ao  crescimento pessoal.  Talvez perceba, mas  aquela pessoa querida não consegue se descontruir e se reconstruir numa terapia, por exemplo, e você assiste impotente,  a sua autodestruição sem poder fazer nada. Quem não viveu uma situação como esta?  A pessoa parece não estar absolutamente interessada em mudar e não aceita ajuda, pois não se considera enferma.  E o tempo vai se passando... Então você evita tocar naquele assunto difícil e se deixa levar pelo efeito secundário da relação, que pode ser prazeroso, mas encobre algo que, mais cedo ou mais tarde, se tornará insuportável!  Deixa-se levar pelo encanto sedutor do reencontro, pelos momentos deliciosos vividos juntos em doces anelos e tudo fica do mesmo tamanho.
Mas se você sabia disso, porque retornou? Você deixou claro no momento do retorno para ele ou ela, que não mais admitiria aquela convivência que acaba por lhe exaurir?  E que não acrescenta, mas subtrai?  Não. Não deixou claro. Omitiu. Fingiu que o problema não existia. Não interessa porquê. O erro foi seu em deixar passar o momento em que deveria ter elucidado as coisas. O erro não foi do outro, já que você talvez tivesse mais consciência disso, sentindo-se a parte mais forte do relacionamento. E com ainda remota pretensão de mudar as coisas.   Retornou errado. Com sua aparente aceitação de todas as dores que aquela  re-união outrora provocou
Pior! Sua não clareza pode ter levado ao ente querido, um sentimento de que fora traído e abandonado por você. Talvez, em sua concepção, retornando a ele, estaria implícito que agora você o aceitaria com todos os seus defeitos,  vícios e limitações. Não é bem assim. Tudo isso por causa do seu silêncio. Por falta de transparência.  Retornar por fraqueza da carne ou por amor mesmo, não justifica silenciar, ocultando do outro o que deveria ter sido antes re-velado.     Por que o deixou pensar que seu amor seria incondicional a ponto de se adaptar a viver com ele ou ela , às cegas, em tais circunstâncias?  Mesmo que você tenha evitado falar no assunto para não feri-lo, não seria motivo para permanecer calado.  De repente, a reincidência daquele comportamento desagradável, que você bem conhece, conduziu-o a péssimas lembranças e daí  a enorme reação de intolerância, rompeu bruscamente o relacionamento,  sem que ele ou ela estivesse preparado para isso.   Eu me refiro a palavras ácidas que você nunca quis pronunciar para não machucá-lo e acabou soltando com ar revoltado. Tudo isso poderia ser evitado se você tivesse sido mais transparente, mais claro em seus propósitos em relação àquela pessoa. Agora você sente que foi desastroso e não haverá muito jeito de voltar atrás. No frigir dos ovos, a única pessoa a ser perdoada por você, é você mesmo!
É sempre bom repetir: Deixe bem claro as suas limitações acerca do que o incomoda no outro.   Avalie até que ponto poderá se aprofundar na relação, tolerando tais e tais defeitos ou vícios da pessoa em questão. Faça um exame de consciência e verifique o que, em você também pode incomodá-lo e a pessoa nunca lhe disse. Uma conversa franca teria impedido tal situação. Mas agora mágoas e ressentimentos não mais permitem que tal aconteça.  E você se sente frágil  frente a situação que criou.
 Avalie se você queria mesmo que a relação fosse caminhando para aquele nível mais profundo sabendo, de antemão, que não ia dar certo, mas querendo viver o momento. Pode ser que você estivesse procurando apenas afeto, calor humano, afagos,  contato corporal sem consequências.  Uma vez resolvido dentro de você, clarifique sua posição para a pessoa e veja se esse sentimento é reciproco.  
              A conduta desastrosa de não clareza traz consequências cruéis para ambos.  Principalmente se, no meio disso tudo, existia uma grande amizade! Um relacionamento afetivo talvez de longa data! Expor impulsivamente sua insatisfação, assim de repente, ignorando tudo o quanto antes existiu de bom na relação, ocasiona sofrimento para ambas as partes.  E alguém, que poderia ser sempre seu eterno amigo, bate em retirada, partindo-lhe o coração.

   Na verdade sempre existe um  “ex” nos relacionamentos do passado, mas amigo deveria ser como filho. Não existe ex filho. Não  deveria existir ex amigo.  Fique atento! Seja claro, sempre!

 

 

 

quinta-feira, 20 de junho de 2013


Pelos e penas

Maria J Fortuna


Descansei meu corpo cansado

Nas plumas do teu corpo

Pelos macios douraram meus sonhos

Penas suaves escreviam poesias

Foi uma viagem  sem fim

Foi uma saudade doida

Uma dor gostosa

Um paradoxo ensurdecedor!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Os que ficam...



Maria J Fortuna
 

               Como pessoas ficam em nós?
              Acredito que alguns  chegam de mansinho e vão semeando encanto na transparência do nosso tempo na Terra.   Isso pode acontecer  desde quando somos crianças e não vigiamos o coração como agora. Então nos pegam desprevenidos!  Mas este silencioso semear é complexo e nada linear.   Não sabemos muito bem a espécie de flor ou fruto que nos dará.  Mas se o permitimos, estaremos sujeitos a vê-lo brotar exatamente como sempre será para nós: especial presença no universo em nossas lembranças!
              Nessa aceitação tão espontânea, ainda não há lugar para o  medo e nem temos ainda consciência de que o outro é nossa própria referência de vida. Como uma planta, aparentemente intencional, alguém pode crescer e florir dentro de nós e aí ficar, sem que  sequer percebamos. Para isso, depende do jeito do aproximar-se.  Como também de suas raízes que, se alongadas e profundas, trazem grande possibilidade de que ocupem o terreno de nossas lembranças por tempo indeterminado. Talvez por toda a existência! Quer queiramos ou não. Mesmo que seus frutos não sejam doces e aveludados, mesmo que se tornem amargos, permanecem. Não há como nega-lo.
              Mas como as pessoas se tornam tão presentes? Depende do tecido do nosso coração. Se for rendado, cheio de brechas ilusórias, a pessoa pode escapulir por uma pequena fissura entre as veias. Se o tecido tornou-se árido, talvez de tanto remendo, ou de tantas cicatrizes, não permitirá,  muito fácil ,o brotar de outra semente. O coração humano tem suas defesas e caprichos. Não da, incialmente, acolhida a não identificado,  e até tenta expulsa-lo, como o faz o organismo em relação a um corpo estranho.
            Afrouxamos a guarda e nos deixamos envolver, quando notamos algo luminoso nas entrelinhas daquele olhar, do sorrir, no estender a mão, que nos faz retornar a infância! Aquela pessoa  fala a mesma linguagem, com o mesmo código secreto que escondemos dos outros. Há  semelhança, entre nós, no jeito de sentir e olhar o mundo e de como estar nele.  Então vamos  lhe abrindo as portas da alma, uma a uma, revelando-nos mutuamente. Sabemos que haverá um curtir e tolerar as transformações mútuas que se processam no colorido de cada um. Há respeito pela essência do outro.
          Mas não é só aquele para quem nos desnudamos que deixamos se hospedarem em nossas lembranças... Notamos essa semelhança de almas  com os que não conhecemos pessoalmente, mas nos visitam em pensamento e fazem parte de nossas vidas. Talvez um escritor, um ator ou atriz de teatro ou TV, um jornalista cuja coluna sai no jornal de domingo, por exemplo. Sonhei uma vez que estava tomando chá com Fernanda Montenegro e de outra vez que estava pintando no ateliê com Van Gogh.   
            No sentido negativo, os que nos odeiam por algum motivo, também  ali estão, com sua presença insistente e desenxabida e seu colorido cinza.  Ainda existem aqueles que nos acalentaram nos momentos difíceis, ou nos apoiaram numa cumplicidade respeitosa, tornando-se inesquecíveis!  E os que surgiram não se sabe de onde, enxugando-nos suor e lágrimas. Eu me lembro de alguém que me entregou um prato de sopa quentinha quando eu estava num lugar frio, com sintomas de pneumonia, em Belo Horizonte.  Durante muito tempo procurei aquela mulher com os olhos, todas as vezes que passava por aquele lugar. Nunca mais a vi pessoalmente, mas ela é uma das que ficou.
             E quanto ao outro? Será que também permanecemos em seu mundo?  Será que nos carregam em suas lembranças? Costumo fazer a pergunta: Como existo no coração das pessoas? Será que alguém me semeou? Será que sou doce ou amarga em suas lembranças? Será que feri o tecido do coração de alguém? Caso positivo, por que essa pessoa, em algum tempo, ter-me-ia escolhido?  Ainda sou, para ela, alguém do passado no presente?  Ou  não me aceitaria como agora sou? Será que consentiu  em suas próprias mudanças para aceitar as minhas?
              Não há explicação para envolvimentos difíceis. Salvo, na revolução dos hormônios num existir ainda verde, muito cheio de esperanças... Ou numa carência afetiva maior do que a gente.  Contudo, um dia, aquela pessoa rasgou-nos as veias, insuflando-nos as artérias com sua presença pulsante e, para completar, partiu nossos corações indo  para outro lugar do planeta ou até para outra dimensão da vida. Contudo fazem parte.
             A respeito da essência, do amor incondicional, posso vê-lo num estampado de fundo preto, num bolo de cenoura para tomar o café da manhã, numa pia lavada para não chamar baratas. Num afagar dos fios dos cabelos, e em especial através de uma música, de uma canção ou perfume... No meu caso, todas essas lembranças me reportam a minha  mãe, referência de bondade. Os que ficam podem estar aqui ou acolá. Podem morar do outro lado do Atlântico ou mesmo do outro lado da vida. Mas estão aí, deitando pétalas em nossas lembranças.Talvez nem saibam que permaneceram no tumultuado mundo dos nossos pensamentos.  Às vezes compreendemos o porquê, outras não.  Mas, para nós, o elo continua como um fio transparente, através do qual uma criança empina seu papagaio de papel de seda, que pode se estraçalhar com o vento e as chuvas, mas que continua, como um fantasma brincalhão que só traz boas lembranças.
             O exercício do perdão a si mesmo faz parte nossos  relacionamentos e a medida que a gente perdoa e é perdoado, vamos soltando no infinito as amarras que nos prendem ao imutável. Afinal nenhum pintor deixa de errar no misturar das tinta e de  deformar a imagem na hora da criação.  Mas se para o ente em questão a culpa é atemporal, não há remédio.  Ficaremos em suas lembranças pintados de cores que nem mais fazem parte de nós.
              Para deleite da alma, há aquela presença luminosa e perfumada
                        
dos que ficam e que cultivamos no coração, pois seu frescor traz sentimento de amor e esperança, mesmo na melancolia da perda física, na saudade.  São os amigos evolutivos, independente de parentesco, em que nos espelhamos e sempre reconhecemos apesar das diversas vestes que trocamos ao longo do caminho.

Quem sou eu

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Sou alguem preocupado em crescer.

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