segunda-feira, 9 de novembro de 2009

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Exausta de Deus!


Maria J Fortuna

Estou exausta de Deus! Sinto-me cansada de indagar por que não me ouve. E já enfastiada com pedido sem retorno. Saturada de suas contradições. Por um lado Ele diz: -” Pedi e recebereis, Batei e abrir-se-vos-á”. Por outro diz: - “É necessário que te abandones à vontade divina...” Eu me abandono ou peço? É complicado. Em termo de pedido e de tentativa de abandono, já se passaram mais de 40 anos. Sei que o tempo Dele não é o meu, mas há de se convir que nosso tempo na Terra é muito curto. A não ser que todos nós sejamos reencarnacionistas. Os humanos vivem pouco para deixar de dormir. É isso! Quero dormir a noite toda e me sentir bem no dia seguinte. Mesmo na guerra, acho que as pessoas dormem, e os que não conseguem, enlouquecem! Quando falo em dormir, quero dizer, naturalmente, sem comprimidos. Não peço poder, riqueza, nada, apenas isso! Ainda não o sono eterno, mas o de toda noite mesmo. E ainda tenho que admitir que Ele quer sempre o bem das pessoas e que tudo de bom acontece quando lhe somos fiéis. E ainda que tudo o que acontece é para nosso bem futuro. Mas qual o bem que traz a insônia? Só quero a coisa mais simples do mundo – dormir! Como uma criança que confia e não com a paulada de um psicotrópico.
Um médico homeopata me falou que, para que Ele me ouça, tenho que entrar em sintonia. E que não estou fazendo o pedido de forma correta, porque Ele não está reconhecendo. Como assim, se conhece todas as coisas, até o espaço entre nossas células?
Hoje pela manhã, me postei resolvida a esquecê-Lo, nem que fosse por aquele instante. Fechei os olhos e O ignorei. Procurei esvaziar-me de conceitos e dogmas. Deixei pra lá minha ignorância e procurei esquecer Sua palavra, seus 99 nomes e as mil interpretações que as pessoas dão a Sua palavra. Da loucura do sectarismo e das atrocidades cometidas em Seu nome. Esqueci o Livro e tive a sensação de que realmente estava só comigo mesma. Engraçado, não tive medo, não me senti desconfortável, abandonada ou desamparada. Ficar ali, quietinha, sem a consciência daquela Presença incômoda de quem faz “ouvido de mercador” para minhas preces, trouxe-me sensação de paz e autoconsolo.
Quem sabe nesse esvaziar-me Dele eu não O encontre?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

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domingo, 1 de novembro de 2009

Reconhecimento







Maria J Fortuna

Olhou bem nos olhos os olhos do outro... Aquela pessoa não lhe parecia estranha. O formato das pálpebras, ligeiramente caídas, a Íris de um castanho suave, cheio de pigmentos escuros, formando uma linda mandala, cujos desenhos convergem para o centro, a retina misteriosa que acompanha os seres vivos até o final de suas vidas e espelha mais do que as coisas conhecidas. Reparou os vincos da pele, ceifada pelo tempo, em volta da boca, que já não estava tão bem modulada, mas ainda trazia boas lembranças, de que ele bem sabia. O nariz afilado, bem feito, e o queixo delicado, bem desenhado, ensaiando uma covinha. Subitamente, sentiu o coração acordando como que de um sono profundo, e a respiração parecia presa como um pássaro azul na gaiola de ouro. Ó céus! Aquele instante era semelhante àquela música: “Azulão, Azulão... “ Onde está você, céu de minha vida?
O sinal de trânsito estava quase fechando e ele teve que acelerar o passo. O encontro dos olhos não durou mais do que um segundo. Atravessavam em direções diferentes. Chegou à calçada e ficou olhando, olhando, para ver para onde aquela pessoa de cabelos tingidos de vermelho se dirigia, após chegar à calçada oposta. Mas... Aqueles cabelos não eram os mesmos... Tinham um colorido cansado, turvo e áspero. Lógico, que depois de 30 anos, muita coisa muda. Mas o olhar... este não mudou em nada!
Limpou o suor, que descia pela face , até o colarinho. O calor estava de matar! Chegou ainda a ver um lampejo da blusa amarela daquela figura tão familiar. Parecia refletir o calor do sol. E o andar quase ligeiro da mulher dos olhos castanhos. Ela não se voltara, para ver seu olhar tão pedinte quanto aquele do velho sentado na esquina da Rua do Ouvidor. As pessoas de olhos dos mais variados tons de olhos, de vários tipos, o empurravam com seus corpos encalorados.
- Será que era ela? E se for? Por que detenho os meus passos e não consigo reatravessar a rua, ir atrás? Preciso me certificar da verdade, encará-la, questionava a si mesmo, em monólogo. E se tivesse certeza, será que teria coragem para se postar diante dela e mergulhar naqueles olhos novamente? Por que ela não se voltou para trás? Medo do confronto? Ou... Talvez não fosse a pessoa do passado num encontro inesperado. Apenas quase semelhante...

sábado, 31 de outubro de 2009

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009


Minha amiga Radda Dimittrica recebeu uma nova medalha de ouro em cerimônia na SBAV - Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho. Fui assistir a cerimônia, onde outros talentosos artistas estavam exibindo sua arte, tais como: Thereza Theodora, Alexandra Pinto (Alix), Matilde Toledo, Kazu Maia, Fatima Gomes e outros.

Na foto eu e Radda