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sábado, 26 de dezembro de 2015

Para os que lerem a Mensagem de Natal

 Nota de uma amiga ao ler a Mensagem de Natal.


Se me permite, sugiro uma pequena alteração:
A expressão "OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE "   vem da  LEI DE TALIÃO. Não da Lei de Moisés. .
A LEI DE TALIÃO remonta há quase dois mil anos antes de Cristo. Era uma forma primitiva de "justiça".
Assegurava a correspondência/ equilíbrio entre o mal causado e a pena atribuída ao causador. Uma forma proporcional de justiça.
Se alguém furasse um olho de outro,  este ofendido só poderia furar um  olho do agressor.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Jesus

                               



                    O mundo age dentro das incertezas... Nós vivemos mergulhados no espírito da insegurança...  Qual a causa dos nossos medos senão o próprio ser humano? Antigamente, salvo a matança dos inocentes que a Bíblia relata, não ouvíamos falar de gente que assassina  crianças. Primeiro, ouvimos falar sobre Herodes, na matança dos inocentes, depois as crianças judias em campos de concentração nazista...  Agora, sofrem os pequenos imigrantes que vêm para a Europa correndo da guerra... Nem as crianças são poupadas do cansaço, da fome, da rejeição, das doenças e da morte no longo percurso pela sobrevivência. Muitos morrem ao nascer ou nos primeiros anos de vida, de fome, na aridez da seca, nos desertos, enquanto os poderosos da Terra acumulam riquezas.
                    Naquela época, em Belém, nasceu uma criança num estábulo. Não como é mostrado nos presépios: tudo limpinho, cheirando a incenso. No estábulo, havia cheiro de dejetos dos bois e vacas. Maria não tinha onde dar à luz a Luz! Ele é a Luz do mundo cristão, mas veio para todos. Trouxe a doutrina do Amor e Perdão. Mas o homem ainda se encontra na Lei de Moisés: “Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé”. Mesmo tendo chegado à Lua, percorrendo espaços cósmicos, ainda a Lei de Moisés permanece bem mais do que a Compaixão do Cristo.
Há ainda muita ignorância, muita tirania. Há muito preconceito, muito ódio e arrogância no mundo! A boa nova: “Ama o próximo como a ti mesmo”, dita por Jesus,  é com frequência deixada de lado, como se o Cristo não tivesse nascido naquela noite em Nazaré. Como se a Luz não se fizesse menino, como se a criança não tivesse crescido “cheio de sabedoria e a graça de Deus” .  Como se Ele não tivesse vindo para mostrar ao homem que o Amor rompe todas as barreiras, inclusive a da própria morte!
                    Difícil hoje em dia mostrar às crianças que o menino que nasceu não é Papai Noel. Que Ele mostrou a Identidade de Deus através dos seus atos para nos dar o exemplo de como conseguir a verdadeira felicidade. Não é exterminando animais em massa ou enfeitando gigantescas árvores de bolas coloridas, que se celebra o essencial: o nascimento do que trouxe para nós o bem mais precioso: o Amor em estado puro! Desprovido de qualquer interesse... Incondicional, como o amor materno. Ele morreu nos dando esta dádiva. Este é nosso presente de Natal para todos que O aceitam em seus corações.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A magia da espátula de Adriana Brito




Maria J Fortuna



Todos aqueles que expressam através da arte o que lhes vai à alma, percorrem vários caminhos. Tornam-se buscadores da expressão mais verdadeira de si mesmos, no uso das formas e cores.  Os caminhos da artista plástica Adriana Brito foram vários, até que sua luz maior lhe mostrasse por onde recomeçar.
O amor pela pintura começou cedo. Desde pequena, pintava figuras de quadrinhos das revistas de Gibi com muita facilidade. E ainda no Colégio Notre Dame em que estudou, escolheu a delicadeza da pintura em porcelana.  Quando havia festa para crianças,  era chamada para cofeccionar os painéis.


Carioca nascida no Humaitá, viveu em Santos (SP),  onde se dedicou ao artesanato em madeira e, em seguida, experimentou e gostou muito do mundo da pintura em tecido.
Em seu trabalho como artesã usava pátina, stencil, etc. Com isso, decorou a fazenda do seu pai em Lidice/Rio Claro.




 Trabalho com moisaico de cacos de blindex



Espirito Santo feito em base de madeira e o terço todo em fuxico*



Fruteira de gesso, tinta acrílica e talco




                          Trabalho feito com folhas de ouro
         
.           Novamente mudou de cidade indo para Volta Redonda, onde começou a pintar a óleo em tela, tendo como professora Tânia Pinheiro.  Participou de várias exposições com seus trabalhos.

                            Três dos seus trabalhos feitos com tinta óleo







                De volta ao Rio de Janeiro, Adriana teve uma severa depressão e os que já viveram essa situação podem imaginar o quanto paralisa as pessoas e lhes dá enorme sensação de fragilidade. A volta por cima foi depois de inúmeras tentativas, chegar a EAV (Escola de Artes Visuais) no mágico Parque Lage, onde recomeçou como aluna de Maria do Carmo Secco com desenho. Infelizmente a mestra faleceu.

                Eu sempre pintei achando que não havia tanta necessidade de desenho! Mas ao iniciar aulas de desenho com minha Prof. Maria do Carmo Secco/EAV passei a dar a devida importância a ele! Aprendi sobre formas, volume, espaço! E assim não tenho um mestre oculto porque todos que passaram ou estão comigo são grandes mestres!

                O mestre escolhido para dar continuidade a seu processo foi o professor Luiz Ernesto, que a introduziu na pintura em acrílico.





             Ela nos fala daquele período difícil em que recomeçou a fazer arte:

- “Emoção e pintura andam de mãos dadas nos meus trabalhos. Eu sinto a hora de pintar, a necessidade vem! A pintura me acalma me faz pensar, e muitas vezes pensar e decidir o que fazer”.


Nas aulas do professor Luiz Ernesto descobriu seu caminho na pintura.

“- Foi por acaso! Eu já não me adaptava com pinceis porque às vezes eu tremo (é quase imperceptível) e o risco sai torto! Um dia na EAV precisava fazer uma chuva e então o Prof. Luiz Ernesto/EAV falou para que eu pegasse uma espátula para dar movimento! E deu muito certo! “








               A partir daí seu estilo se firmou no trabalho com a espátula e é o que agora vemos em suas telas: sonho, encanto, leveza, transparência, volume bem colocado, enfim beleza!
Ai está Adriana, como todos nós, sempre em construção. A meu ver suas telas são românticas, poéticas, deliciosas! Bom de fazer o coração viajar e a gente não cansar de olhar.
Seu trabalho com portas é de uma delicadeza imensa! Pensamos em todas as velhas cidades do Brasil como Parati (RJ),  Ouro Preto (MG), São Luis  (MA), minha cidade...









 

 Temos ainda trabalhos belissimos com figuras humanas:


 




             Gostaria de colocar aqui outras fotos dos trabalhos de Adriana Brito, mas o Programa não está mais ajudando a buscá-las no arquivo. Uma pena.... Mas acho que por estas que aqui estão os frequentadores de Artes e artes sentem o quanto a magia da espátula dessa artista plástica muito especial, transmite aos que contemplam suas obras.






   

sábado, 28 de novembro de 2015


Crianças do Projeto Eu sou mais um recebendo autografo de Maria J Fortuna


O livro se chama O pardalzinho Desconfiado
Foi uma enorme alegria!


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Presentes de Natal


Meus amigos leitores de Artes e artes,

                    O Natal está ai novamente. Então pensei em apresentar meus produtos literários infanto-juvenis, em mais uma celebração do aniversário de Jesus. Eles podem se transformar em presentes nesse dia maravilhoso! 
                   Escolhi o texto do escritor e amigo Mhario Lincoln, que diz melhor do que eu sobre os mesmos, para reapresentá-los a vocês. 




                              A SEMENTINHA QUE NÃO QUERIA BROTAR é outro clássico infantil de Maria J. Fortuna. No fundo é um grito ecológico de larga escala. Um livro grandioso com uma mensagem grandiosa, principalmente no diálogo entre o menino Nonô, livre, e uma sementinha que tinha medo de brotar por ter escutado sobre as barbaridades feitas pelo homem com relação à natureza: queimadas, desmatamentos etc.

                               É um diálogo grandioso, eloquente, escrito de forma suave, como se o texto tivesse asas para sobrevoar o imaginário etéreo de um mundo futuro. Acho que até este livro, nenhum autor (pelo menos aqueles que já li na literatura infantil) enfatizou com tanta acuidade interpretativa um tema de tão difícil entendimento.
                    
                 Quase vou às lágrimas nos parágrafos finais (não vou contar, claro) quando Nonô reencontra aquela sementinha que não queria brotar, e ambos, praticam um diálogo fascinante, Digno dos grandes clássicos de nossa literatura nacional e internacional.

                  Portanto, conterrânea e amiga, receba o meu abraço carinhoso e meu muito obrigado por escrever livros tão reais e tão comoventes, todos, indeléveis. Com eles, ainda embalarei a consciência de meus netos futuros. O mais velho (e único, até agora,) está entrando nos 13 anos, a idade da pré-adolescência. Aguenta vovô!










                    Maria de Jesus Fortuna Lima, seu nome de batismo, escreveu também "O anjinho que qeria ser gente", uma fábula linda que retrata a consciência humana de forma esplendorosa.

                    Faço minhas as belas palavras de Gislaine d'Assumpção, ao apresentar a obra: "Quando a humanidade tomar consciência de que a Morte não existe como fim, que é apenas uma passagem para outras dimensões da realidade, o mundo será diferente. 'O Anjinho que queria ser Gente' vem preencher essa lacuna existente na literatura infantil, que tem muito pouca coisa publicada sobre o tema".
Gislaine tem razão. Na literatura infantil, esse assunto encontra-se abordado de maneira incipiente. Alguns estudiosos chegam a destacar a ausência do tema morte na literatura infantil brasileira.

                    Porém esse livro de Fortuna preenche esse vácuo. E me lembrou a lápide de minha irmã primeira, falecida ainda bebê: "Era do Céu... e para lá voltou...".

                Li com grande emoção no peito, e comparando o texto às histórias que minha mãe me contava sobre essa minha primeira irmã (anjinho de cabelinhos negros e encaracolados").
Grato Maria J Fortuna.





O Pardalzinho Desconfiado, é uma parábola sobre a desconfiança humana. Coloca o leitor diante do fenômeno da mistificação. O personagem se vê às voltas com um belo pássaro mentiroso que se diz Deus da floresta. Em nossa selva urbana, existem muito desses "pássaros" mistificadores. Daí a idéia de escrever sobre este novo tema.


Os três livrinhos podem ser pedidos pelo e-mail mjflima85@gmail.com . 
O primeiro custa R$ 30,00 e os outros dois R$ 20,00.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O Mosaico afetivo de Rose Dubois


Maria J Fortuna

Todo mundo tem dentro de si retalhos, cacos e mosaicos. A vida é aquele quebra cabeça onde a gente fica catando as peças para ver se encaixam nesta ou naquela situação. Li vários autores que se remetem ao mundo das peças inteiras ou quebradas, coloridas ou opacas, de duas cores, três ou mais. Não tem peça totalmente negra ou branca. A gente nasce, e logo mergulha nas cores da vida. Neste composto onde há ou não inteiração entre as peças, está nosso passado afetivo. Para lembrar-nos dos que descansam ou se agitam em nossa memória há um lugar em que as peças se harmonizam... Este espaço onde o vinho do afeto transborda é nosso coração.



Cadência Feminina




Rose Dubois mergulhou em suas lembranças... Ela, Lydia Podoroslski, é memoria viva em seus dias.   Testemunhou afetivamente significativos episódios da trajetória dessa querida dama musical que lhe imprimiu na alma nuances da expressão de sua existência na arte e na vida. Foi assim que, cercada por objetos que a mesma deixou neste mundo, ainda nosso, quando tomou o rumo do desconhecido, que Rose pensou em homenageá-la. Entre reconhecimento e gratidão o afeto.



                                                                          Vocalise


 Pelo fato daquela sua mestra regente e professora de canto ter partido, não houve corte na linha luminosa do afeto que prende uma à outra. Estão definitivamente ligadas pela trajetória da música, das artes.  Uma aqui e outra lá. Mas Rose nos convida à poética viagem a sua bela Exposição que nos fez sentir a mágica presença da homenageada!



                                                                                 Saudades de você


O que mais me encantou foi o tratamento que esta artista visual,  dispensou a cada objeto. Através deles a gente sente o desembrulhar dos momentos que Lydia Podoroslski viveu entre nós, sem que tivéssemos o privilégio de tê-la conhecido pessoalmente, como aconteceu a ela, Rose.
Ao mesmo tempo, a Exposição nos leva a refletir em quantas pessoas significativas  passam pelas galerias ocultas de nossas vidas e permanecem impressas no mural  da memória de todos nós,  e que gostaríamos de homenagear. A atmosfera da Exposição traz estes afetos que estão pendurados, para sempre,  no varal do coração.



                                                               Afetos suspensos


Alguma coisa como poesia se espalha pelo ar na sala da Exposição na UERJ. Colares, pulseiras, broches, partituras, leques, fotos, e outras coisas mais, tudo recolhido do que foi deixado para trás, quando Lydia partiu. Uma vida dedicada á arte. “Um mosaico impregnado de história, é o que ofereço ao expectador, com a cumplicidade e a intimidade de quem compartilha um diário”, foi o que disse nossa artista visual de especial sensibilidade afetiva Rose Dubois. 



Mosaico de Afetos

Uma beleza de Exposição que chega tão perto do coração da gente...
Espero que Rose traga novamente toda essa beleza para as pessoas que, por um motivo ou outro,  deixaram de comparecer a mesma.



Nota: Uma pena! Só consegui escrever sobre Mosaico de Afetos, quando a Exposição já não está mais lá. Foi de 10.10 a 07.11.2015. na Galeria Gustavo Schnoor - Centro Cultural da UERJ. Mas tenho fé que Rose volte a expor em alguma das salas do circuito cultural da cidade.









segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Dica da Semana

Um encanto de filme! 
Na Locadora mais próxima:



PONETTE é considerado um dos filmes mais sensíveis da década de 1990 por revelar, com extrema profundidade, os reflexos da morte na vida de uma criança de pouca idade, ainda incapaz de compreender tal situação. A direção do elenco de crianças, de tão perfeita, ainda hoje é motivo de comentários e especulações. A pequena Victoire Thivisol, que interpreta Ponette no filme, ganhou, com apenas cinco anos de idade, o prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza, causando certa polêmica, surpreendendo o público e alimentando ainda mais a enigmática atmosfera que gira em torno das atuações do elenco infantil e da direção precisa de Jacques Doillon.
De acordo com Álvaro Martins, do site português Portal Cinema, “PONETTE é um filme belo, emocionante e extremamente simples. Aqui não há grandes enredos, traições e paixões. PONETTE trata da morte, da dor e do amor. PONETTE é arte em cinema”. Duração: 93 minClassificação etária do programa: 12 Anos.


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Poesia Noturna




                                                                                                                                                       Maria J Fortuna

                    Após um dia não menos difícil que os outros, a moça tentou conciliar o sono... Estava muito cansada... Não era nada fácil tentar colocar a cabeça em ordem...   Havia rezado para que, naquela noite, a poesia a deixasse dormir tranquila, sem incessantes apelos para que escrevesse tudo que ela lhe ditasse. Havia noites que aquilo acontecia...     Mesmo quando estava com sono e exausta! Esqueceria as palavras insistentes que lhe chegavam aos borbotões, principalmente quando tentava conciliar o sono, se não as anotasse... Seria uma pena...   Era uma luta conseguir desvencilhar-se delas.  Inoportunas mensagens para àquela hora da noite, apesar da delicada nitidez do seu toque. No silêncio noturno,  as dores são maiores, a nostalgia da beleza cresce, e os versos proliferam.                              Quanto mais aridez, mais poesia! Era quase impossível levantar da cama para anotar as frases, mas não iria se perdoar se não o fizesse.
No início elas pareciam sem sentido, até que iam tomando forma... Se apenas cochilasse, esqueceria a construção daqueles versos que lhe brotavam não sabia de onde,  e  ela tinha certeza de esqueceria a pequena frase inicial. Ao consertá-las, teriam  outras cores, outra respiração. Não seria a mesma coisa.    Vinham de onde sua existência se expressava na essência  e de  onde havia amor teimoso e dor sufocada. 
Muito sonolenta, acendeu a luz e procurou a caneta na mesa de cabeceira. Sentada na cama, rascunhou num papel manchado de chá tomado na noite anterior, uma frase que veio  de supetão:

                    - Despenteou os cabelos no cinza do tempo...

                    Pedindo a Deus que não lhe fosse sugerido nenhum outro verso, deitou-se na cama, aborrecida, buscando embarque no sono...  Pensou:  -  Afinal, como em dias tão nebulosos num planeta ameaçado pela poluição e pela guerra na corrida armamentista, e que cultiva preconceito e radicaliza regras distorcidas pelas más interpretações dos livros sagrados,  o coração me acorda para anotar essas  mensagens?   Não é contraditório? Ou estou completamente fora  dessa realidade ou  me autopunindo em me fazer perder o sono. Ou estou psicografando?  Não. Parece que os versos vêm de mais fundo... Com sono. Isso mais parece  vinho sem festa ou  sol com chuva... Mas sei que é precioso...
Deitou-se e mais outra frase chega célere e lhe exige atenção. Novamente se levanta, acende a luz maior do quarto com o coração aos pulos,  e escreve:

                    - O néctar das flores alimenta os corações inocentes...

                    Já eram duas horas da madrugada e nada de dormir. Dia seguinte teria que trabalhar, ir ao Banco pagar contas, brigar na reunião do Condomínio por causa do aumento, marcar médico para a mãe, comprar remédios para a mesma... Precisava dormir. Mas a Poesia não deixava... Jurou alimentar o pensamento com a memória dos bons momentos de suas férias passadas. Rezar não adiantava. Deus tem parte nisso, pensou. Apesar de que o erotismo também lhe aparecia em forma de frases... Mas o que teria Deus contra o erótico se Ele parece ter criado o mundo num grande e divino orgasmo? Toda criação vem desse tônus vital! O jeito era deitar mais uma vez e ligar o rádio. Músicas ou entrevistas, noticiários, alguma coisa que expulsasse o intrometido tempo poético que bem poderia surgir a qualquer momento.
                    Apagou a luz mais uma vez e, quando abraçou o travesseiro, nova frase chegou sutil, aparentemente sem fazer barulho, mas ressoou tão  forte dentro dela que pela terceira vez a moça se levanta para anotar:

                    - No pântano da guerra o ouro brilhou como estrela cadente...

                                        O dia estava quase amanhecendo...




Dica da semana




Para quem ama a beleza dos corais infantis e, neste filme, o drama de um menino cantor. Uma historia de superação!

A sensibilidade da poetisa e artista plástica Mônica Puccinelli, entra em sitonia com os versos que escrevo. Há muito tempo ela faz este belíssimo trabalho e enfeita minhas poesias. Elas não foram publicadas em Artes e artes, mas a partir de agora vão aparecer aqui, nas páginas deste blog que é de todos vocês seus leitores.

Poesia com formatação de Mônica Puccinelli

                                                                           Para ler a poesia clique na figura


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Dica da Semana!

Imperdível para quem se emociona e adora anti-heróis!

Você encontra este filme no NOW para quem tem NET, ou em alguma locadora. Muito bom mesmo!


Lançamento 19 de fevereiro de 2015 (1h43min)
Dirigido por Theodore Melfi
Com Bill Murray, Melissa McCarthy, Jaeden Lieberher mais
Gênero Comédia
Nacionalidade EUA




segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Obra de Maria Jesus

Correria, minha gente! Sem tempo para novas postagens. Ainda... Mas vai acontecer!

sábado, 19 de setembro de 2015

Mhario Lincoln é um incasável jornalista maranhense que divulga obras de escritores e poetas de todo mundo! Façam uma visita a seu site www.revistapoeticabrasileira.com.br
Vocês vão gostar com certeza!
Este novo número estou por lá com uma poesia mistica.

A escultura

   
 
                                                    Escultura de Antonio Canova 1757 ' 1822


                                                                                          Maria J Fortuna


                     Era o último dia de aula e Marina estava plantada ali, boquiaberta, diante do homem de pedra, sem saber bem o que acontecia dentro dela.  Admirava aquele gigante branco, saindo de um bloco de mármore. Rosto suave de traços finos, olhos fundos, boca entreaberta, contrastando com braços fortes, musculosos, onde apareciam veias como serpentes inquietas, mas harmoniosas, percorrendo todo aquele imenso corpo da nobre pedra.  Aquelas mãos enormes, másculas, que insinuavam proteção, ajuda e sensualidade. Os pés despojados, descalços e, como suas mãos, mostrando reentrâncias misteriosas... Peito largo, que parecia guardar a fonte luminosa de onde saiam os braços e pernas musculosas. Corpanzil de nádegas perfeitas. O movimento era de quem estava em busca de algo... Sentiu o cheiro do profano no sacrossanto ato de criação.. 
                    Grandes esculturas de forma humana sempre lhe provocavam medo desde que  era criança. Medo infantil, mas que incomodava tanto quanto aos adultos. pois havia se tornado um deles e ainda sentia medo das grandes esculturas.  Aquela  permancia anônima para ela. Não retornou  àquele lugar. Ficou a lembrança da percepção do momento... A surpresa, o velho medo, o respeito... Além da mensagem de anonimato. Não importa. Aos olhos, a alma do autor circulava pelo corpo de sua obra a partir do peito viril com o que se mostrava o homem de pedra.  Ou seria autora como Camille Claudel?  À medida que isso acontece, aumenta seu mistério. Seduz mais... Fica intrigante, às vezes desconcerta.  Não apreciava muito o permanente. Mas também o que se transforma a ponto de fugir da ideia original do artista.  Talvez pela intolerância do autor ao contemplar o resultado do seu trabalho, haja o esfacelamento da obra. A escultura de qualquer forma permite que o original seja transformado ou destruído.   .
                    Naquele momento viajou pela agonia da criação, muitas vezes cheia de ansiedade. Imaginou as mãos do artista  procurando a forma. O suor escorrendo por todo o corpo, misturando-se à matéria-prima. Uma obra que, como nós humanos, pode ser esfacelada em instantes.. A não ser que seja de bronze ou ferro. Mas no caso do mármore é mais frágil.  Basta que o criador deseje interromper sua existência. Num acesso de cólera ou insatisfação como as mutiladas, que vinham das almas inquietas como a  de Rodin. Invisibilidade deixa-lhe reflexiva...Quantos artistas maravilhosos piscam aqui e ali como estrelas no firmamento, sem chance de serem descobertos e reconhecidos? Deixam muitas vezes seu trabalho incompleto e partem... 
                                    Deu-se conta de que em sua mente ainda passeava o clássico e o neo-clássico de Da Vinci e Bertel,  e que muitas águas rolaram dali. Mas aquela escultura anônima tinha  traços daquelas épocas... Não era um Ron Muek ou Philippe Faraut.
                       Os profetas de Aleijadinho e as imagens da Paixão de Cristo, que assombravam a menina Marina na infância, haviam deixado marcas em seu coração,  mas aquele homem de pedra a fez sentir arrepios! Ficou pensando que certas esculturas, que pela luz da conciência,  foram escolhidas para desafiar o tempo.  Trazem a mensagem do amor e da compaixão pelos modelos que pousou muitas horas a troco de pequenas quantias de dinheiro durante tempos e tempos...
                      Não há obra de arte sem desconhecido. E é ele quem se manifesta do núcleo à mandala das artes, através da alma humana que, ao criar, projeta sua obra no mundo. Aí está o sentido da transcendência! Não há arte que nos faça tão criador quanto o Criador como a escultura, refletiu Marina e saiu pela porta no fim do corredor.

Adam Beane em ação

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

O Prjeto Eu sou mais um em São Gonçalo Rio de Janeiro, é algo que deve ser conhecido por todos. Uma pérola em meio de um mar onde dejetos da corrupção são despejados. Estivemos lá, eu, minha filha Maria Fernanda e Nicolas, seu esposo. Conhecemos o Projeto de perto.
Maria Fernanda doou para o mesmo seu primeiro violino, que ganhou aos seis anos de idade.
Levei O pardalzinho Desconfiado, e foi uma manhã inesquecível de autógrafos para os futuros violinistas.
O Projeto tem endereço no Facebook:

https://www.facebook.com/Projeto-cultural-Eusou1-942643322466786/timeline/


                                                     Maria Fernanda doando seu violino


Autografando para a gurizada


Grupo de alunos nessa manhã festiva


O Pardalzinho Desconfiado em integração com a música

Não deixem de visitar a página do Facebook: Eu sou mais um







                   


    É maravilhoso conhecer as obras de Adriana Brito. Breve escreverei sobre ela e sua trajetória. Por enquanto deleitem-se com as fotos de suas obras em http://www.adrianabritoart.com/

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A árvore da convivência



                                                                                            Maria J Fortuna


          A engrenagem social é como frondosa árvore de  numerosíssimas folhas, que em seu grande tronco suga alimento da terra e bebe a água da vida,  cada vez mais escassa  em nosso Planeta!  Somos como folhas deste ser gigante, cujo tronco é cheio de nós e vertentes, onde a seiva é alimentada por incessante luz, além do sol!   Nós, então folhas brotadas em seus diversos galhos, agrupamo-nos em ramos, onde estão nossas famílias, amigos, colegas de trabalho, conhecidos, etc. Que segundo a localização ou vizinhança, ficam mais perto ou mais longe de nós.  Assim pertencemos a uma rama que vive com dezenas de outras: algumas nascendo, outras secando e desaparecendo aos nossos olhos, como um dia nos acontecerá, mas o tempo e o espaço nos separam de outras folhas que estão do lado de lá. Ocorre que somos beneficiados com as mesmas chuvas e receptivos ao mesmo sol e isso é estupendo!
          Em estado de folha, temos a identidade em nossas nervuras, distribuídas em todo corpo com mais ou menos parecença umas com as outras, mesmo com aquelas que, já amareladas e enrugadas pelo tempo, estão voando  e caindo em direção à  Terra,  onde tudo começa e termina, segundo a Biblia.
          Esta ideia me veio quando pensei em relacionamentos. Gostaríamos de ter vivido com algumas pessoas que já fizeram ou ainda fazem parte da árvore em que brotamos,  mas nasceram e vivem  em ramas distantes de nós e, por isso, não deu ou dá para  conviver.  Por exemplo: Amaria ter convivido com minhas avós. No que convinha ao tempo, quando nasci, a vó materna já tinha voado do corpo  familiar  para outra  árvore, que ninguém sabe, até hoje,  onde fica.  A vó paterna se encontrava  em outro ramo distante chamado Manaus, de onde nunca saiu em vida. Eu vivia em São Luiz do Maranhão quando ela desprendeu-se da grande árvore. E era muito pequena para receber a notícia e guardá-la na memória.
           Gostaria de ter conhecido meu vô paterno, que me aparecia em sonhos como homem forte, alto, musculoso, ruivo e determinado, como descrevia meu pai.  Mas ele morava distante com minha avó , no Ceará, naquela época,  e voou para o Desconhecido também antes que eu brotasse nesse galho em que até hoje me encontro. Fizeram parte da minha árvore genealógica, mas não dessa de convivência.  
          Na TV aparece monte de gente  que vive em outros ramos distantes, mas estão  em nossas casas como velhos conhecidos o que acontecia ourtrora sòmente em nossas bibliotecas.  Afinal a maioria da população  do planeta assiste agora jornais quando antes liam de romances, contos e poesias.  No meu caso, acompanho esses seres privilegiados  desde o tempo em que comecei a ler e os vi aparecendo na telinha da TV. Tudo começou com Francisco Cuoco e Regina Duarte em Selva de Pedra! Testemunhei o desabrochar de seus talentos desde  os tempos da juventude.  Envelhecemos juntos... Além dos dois já citados, outros atores, cantores e compositores como Chico Buarque, por quem tenho admiração e carinho especial, Milton Nascimento, Maria Bethânia, Zizi Possi, vivem ao mesmo tempo próximos e distantes.   Muitas dessas folhas outrora verdinhas, que apareciam na TV, já voaram para aquela outra árvore, que dizem os entendidos  ser muito mais  florida para aqueles que  souberam conviver bem com folhas, flores e frutos. Apesar das pragas e agrotóxicos da midia...
          Eu me recuso a acreditar que   Zé Wilker, Paulo Autran, Chico Anísio, por exemplo, já partiram já que continuam existindo nas telas da TV, computador, celular e tudo mais. Quem não continua vendo suas imagens e ouvindo suas vozes por aí?    A tecnologia os traz de volta.  E, com issso,  eles continuam fazendo parte da árvore da convivência.

            Ah! Os artistas prediletos... Nunca nos olhamos, olho no olho, trocamos ideias, nos abraçamos ou conversamos. Se afinal não consegui conviver nem com minhas avós e meu avô cearense, cuja seiva era a mesma que corre em minhas veias, que dirá com esses personagens... Eles vivem só no lado bom das nossas vidas. Aquele que, despreocupados, sentamos para assisti-los, quando muito ao vivo em shows e peças teatrais, sem direito a uma “selfie” sequer.  Mas estão presentes naquele momento especial em que nos embalaram com suas canções na aridez do dia a dia, ou nos ajudaram e continuam a fazê-lo,  na celebração dos bons momentos gravados na memória.  Quantos são fundo musical de nossas boas lembranças...  
          Mas soa estranho a gente viver na mesma árvore, no mesmo planeta, admirá-los e nunca conhece-los de perto. Abraçá-los, dizer o quanto foram importante em nossas vidas. 
          Estamos todos na grande árvore da convivência humana, que apesar de tudo conserva seu verde e continua recebendo pássaros, abelhas, borboletas e bruxas,  e ainda hospeda outras vidas... 

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