
As mãos
Maria J Fortuna
Andávamos de mãos caídas
Mãos irmãs
Mãos ligadas Juntas,
Não chegavam a formar um poema
Aquele do céu azul
Ou do branco das nuvens
Aquele da rosa
Ou da estrela prateada
Depois veio a noite sombria dos cisnes
E as mãos se inundaram no lago
Só aparecia a alvura dos príncipes
Aconteceu que a primeira mão se estendeu
Não sei se a tua,
Não sei se a minha
Não para colher a lua, tão distante...
Mas para esperarmos,
Juntos
A alvorada de uma fresca manhã
Aconteceu também
Que elas juntas
Escreveram na areia molhada
A palavra Amor
E não mais se separaram
Para que, enfim,
Brotasse o poema perdido.
Um comentário:
Oi Mariinha, li com carinho seu poema, Sa Mãos, fico feliz que o poema nunca esteja perdido, a vida é um poema, se a vivemos com emoção, tenho certeza que a sua é assim, um continuo Poema, vivido com amor, sonhado e contruido diriamente, beijos, monica
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