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sábado, 6 de março de 2010

H O M E O P A T I A








Samuel Hahnemann
O que entende o deputado Phil Willis de Homeopatia?

Maria J Fortuna

O relatório da Comissão de Ciência e Tecnologia do Parlamento Britânico, segundo o Jornal Nacional do dia 22.02, afirma que os remédios homeopáticos são tão bons quanto placebos... E o deputado Phil Willis, presidente desta Comissão, afirma que nenhum estudo comprovou que as pílulas homeopáticas têm poder medicinal. Segundo ele, “a homeopatia nem deve mais ser licenciada pelo departamento do governo, que regula a fabricação de remédios”. O deputado afirma que os remédios homeopáticos não passam de pílulas de açúcar.
Como leiga, só posso dar meu depoimento como mulher e mãe para rebater esta afirmação tão leviana! A Homeopatia foi minha companheira durante os primeiros anos de vida da minha filha. Curou todos os achaques próprios da sua primeira infância, inclusive bronquites, infecções urinárias (que foram três), mononucleose e problemas de gânglios. A mim, na época da menopausa, curou-me de uma violenta hemorragia, que já durava três dias, e poupou-me de um processo cirúrgico para extrair um enorme cisto ovariano. Durante todo o tempo, mesmo quando me mudei para o Rio, estive presente no consultório do médico, que me acompanhava há mais de duas décadas, em Belo Horizonte. Em todas as indisposições, estresse, tensão, mazelas herdadas ou circunstanciais, pude contar com o auxílio desta medicina. Paralelamente ao tratamento homeopático, faço acompanhamento com uma competente médica alopada, endocrinologista, pois sofro de Hipotiroidismo Hashimoto, doença auto-imune, portanto de difícil cura, para as duas medicinas. Meu médico homeopata unicista de Belo Horizonte, sempre teve uma atitude de respeito quanto à busca do tratamento alopático para meu caso, neste particular.
A primeira motivação, que me fez buscar a homeopatia, foi a minha inesgotável busca da causa primeira dos acontecimentos. Doença, para mim, sempre foi uma etapa de um processo pessoal. E eu precisava da presença de um médico, que tomasse conhecimento desse meu processo. Convenhamos que é imprescindível a ajuda de um bom profissional, que também nos ouça e compreenda, quando vivemos numa sociedade esquizofrenante, cujo expoente máximo é o ter, não o ser. Eu precisava ser vista como um todo, ser ajudada no meu processo de autoconhecimento. Apesar de que a homeopatia me trouxe um caminho mais estreito, pelo esforço do descobrimento de mim mesma. A segunda motivação foi o resultado da minha observação no trabalho de muitos anos, como assistente social em postos médicos e hospitais, ouvindo constantes discussões sobre a indústria farmacêutica, a serviço do capital. Mas quero deixar claro que nunca fui contra a medicina alopática. O que seria uma contradição da minha parte, pois me beneficio dela até hoje, reconhecendo sua eficácia. A questão é não negar a eficácia de uma ou de outra.
Agora, vocês imaginem meu espanto quando ouço este tipo de coisa, num Jornal da Globo! Imaginei centenas de pessoas despreparadas, fechando uma porta que lhes podia ajudar tanto! Uma medicina, eficiente na arte de curar e muito mais econômica, diante destas afirmações do cientista inglês divulgadas com todas as letras? A primeira coisa que me ocorreu foi a falta de ética do cientista e a falta de respeito da TV, que passa a informação com tanta leviandade. Em seguida pensei no principio da não maleficência, que é não infringir, evitando danos a outra pessoa. No caso, levá-las a negar, sem conhecer. Queimar possibilidades, fazendo arder na fogueira da Inquisição outra forma da arte de curar. Esta atitude predatória perseguiu, há séculos, Kepler, Newton, Einstein e já mais recentemente, por que não perseguiria Hahnemann, fundador desta Medicina e seus seguidores?
Qual a saída para uma nova visão do mundo? Sei que existe, hoje em dia, a Ética da transdisciplinalidade, que pressupõe a religação do saber e a reaproximação das ciências na construção do conhecimento. Mas, por que os cientistas não querem enxergar o mundo das possibilidades, mesmo com o surgimento da Física Quântica ou com a Relatividade de Einstein? Por que lutam tanto contra a união dos contrários? Por que tanta cegueira, tanta ignorância? Qual o interesse que se esconde por trás de tudo isto? Fica a pergunta.

7 comentários:

emargaret disse...

Concordo com você. Tenho utilizado a medicação homeopática há um tempo e com efeitos em todos os meus corpos. Não há uma ação somente no corpo físico.... Basta ter sensibilidade para reconhecer a consciência que tal medicação traz. Não é o caso de uma medicação contra a outra.
A questão é na possibilidade de complementação para o home.

Fragmentos disse...

Querida Maria,

muito bom e franco seu depoimento sobre a homeopatia. Com sabe, sou também uma seguidora dela e concordo totalmente com seu parecer: ela complementa a medicia alopática e vice-e-versa. Gostei muito e achei muito importante crítica-alerta ao tema. Beijos e obrigada! Rosane

Eliane Accioly disse...

QUERIDA MARRINHA,

CONCORDO PLENAMENTE COM VOCÊ, SOMOS CORPO E ALMA JUNTOS, E HOMEOPATIA UM LUGAR DA SABEDORIA MÉDICA POR EXCELÊNCIA. O HOMEOPATA JUNTA, E NÃO SEPARA. INCLUSIVE OS REMÉDIOS UNIFICAM A CURA E O VENENO. É LINDO!

BEIJOS,

ELIANE

MJFortuna disse...

Minha amiga Aurea, por email.

Querida ,

Amei seu texto sobre homeopatia concordo e me identifico demais com o que voce aborda .

beijos,
Aurea.

Noralia disse...

Maria,que pergunta dificil você faz no inicio deste texto. Estou refletindo... abraços Noralia!

MJFortuna disse...

Maria do Céu, por email:

Como articulista você se superou na reflexão objetiva, sincera, correta e despretenciosa sobre a Homeopatia. Clarividente, você , no artigo, menina!

MJFortuna disse...

Georgina Almeida por email:


Mariinha amei essa teu trabalho, parabéns!!!!
Beijos
Georgina

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