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domingo, 28 de março de 2010

Aracaju formosa...




Maria J Fortuna
Amigos, estou visitando Aracaju - SE faz alguns dias... As pessoas quando viajam costumam enviar mensagens aos amigos. Fui à Europa e visitei 11 países em 1979 e 2008, e nunca tive vontade de escrever sobre meu encantamento com as maravilhas de Paris, Porto, Londres, Roma, Ilhas Gregas, etc... No entanto aqui , nesta linda Capital brasileira, confesso que estou surpresa de como esta perola do nordeste do Brasil cresceu tanto! Falo do crescimento do bom gosto, da prática de limpeza das ruas e monumentos, da cidade linda que está Aracaju! As praias são deslumbrantes! Por aqui e o céu possui um azul impar! As nuvens adquirem mais beleza em suas formas. O calor é grande mas a chuva refresca o ambiente. Não acontece tempestade e chuva dias seguidos, como tem ocorrido no sudeste. Esta nossa irmã molhada, vai e vem rapidamente. Na mesma hora que tudo escurece, daí a pouco clareia, e o céu volta a apresentar seu espetáculo! De dia, as nuvens são iluminadas pelo sol e brincam de formar figuras fantásticas no seu abstracionismo. À noite a geometria das estrelas. Aqui as frutas ainda têm alma! Algumas doces como favo de mel! Encontrei sapoti, que não via há anos... mangaba, seringuela, pitomba, umbu, manga de diversos tipos, etc. Não conheço na natureza nada mais sensual do que fruta! Pode ser porque é sempre produto final do amor da àrvore pela terra. Fui ao mercado e lá, no meio daquele povo simpático, simples e humilde, estes frutos se ofereciam, nas bancas, perfumados e corados em várias tonalidades de rosa, verde, laranja, marrom, bege, etc. Peixes de todo tipo, ainda cheios de frescor, tudo baratinho. No final de cada compra a frase típica do sergipano: - Deus lhe abençôe... Êta povo religioso, ó gente! Esta bênção vinda do povo, balança o coração da gente!
Ah! os pores de sol! O rio ou mar retratam a réstia de luz que mostra o caminho para os pés da beleza! O rosa e verde do céu acasalam-se, e de braços dados mergulham na noite.
Aracaju é uma cidade hoje em dia que tem melhor qualidade de vida do Brasil! É o slogan usado pelos governantes locais. E é mesmo...

domingo, 21 de março de 2010

Uma reprise






Obra de
Cristine Campos
Tempo de Coerência


Toda nossa vida é uma constante interrogação de quem sou eu, porque eu vim ao mundo. O significado da própria vida se esvai por entre os dedos a todo instante. As causas dos sofrimentos são várias, mas o maior deles é: não me acolho porque não me reconheço. Por suposto quem consegue trilhar este caminho tem muita dificuldade para encontrar-se. Como conseqüência, não há refúgio dentro de si quando o mundo mostra sua crueldade que vem sempre em forma de mentira.Todas as vezes que tudo parece ruir dentro de nós mesmos, sentimos um sabor amargo de traição, ou seja, estamos negando o verdadeiro ser. Todas as vezes que temos a morte é porque encontramo-nos apartados de nós mesmos. O filósofo Sócrates podia ter pedido clemência ao ser condenado a morte, mas agindo assim não seria coerente com sigo próprio. A consciência da verdade tinha, para ele, maior calor que a própria vida.Grande massa de população no mundo assimilou enorme código religioso de forma cega. Não se auto-referencia no amor. Vive ainda na Lei de Moisés “Olho por olho, dente por dente” Por causa de uma interpretação errônea das Escrituras e a partir de seus dogmas. Faz parte de um grande exercito do que, com isto, avassalam a humanidade. As massas se nomeiam juízes a partir do que crêem. E isto é muito perigoso! Novamente citando o filosofo grego Sócrates, a virtude e o saber se identificam. O ser humano só agiria mal por ignorância.Quais dirigentes dos Países da Terra acham-se em estado de coerência? Para haver coerência temos que ter princípios. E se eles existem, quais são eles e como pessoas que não trazem dentro de si amor e respeito pelos outros podem ter bons princípios e idéias? Podem dirigir nações?Pronunciar o nome Jesus em nossos tempos causa certo incomodo na maioria das pessoas não “crentes”, por causa das inúmeras seitas que assolam nosso País, onde grandes barbaridades não cristãs são realizadas em seu nome. Houve desgaste do nome, por isto prefiro chamá-lo pelo seu nome em aramaico – Joshua. Historicamente, Joshua foi perfeitamente coerente com seus mais elevados princípios. Dentro disto, o maior dos homens de que temos noticia até hoje. Sua trajetória até sua trágica morte por afirmação desta coerência. Na escala mais modesta gente como Gandhi, Martin Luther King, Tereza de Calcutá. Dorothy Yang e outros que graças a Deus existiram e existem. Em estado de coerência trouxeram luz para a humanidade mergulhada na ignorância. Com suas referencias internas ao exercício do bem. No seu trabalho em prol a humanidade, dispostos a morrer sem trair sua missão. Todos viviam em harmonia e em suas metas se realizaram.Pessoas de todas as raças e religiões morrem por esta coerência. Pela verdade reconhecida dentro de si mesmo. Uns são mártires por sua ideologia, como aconteceu com Che Guevara; outros pela religião e em nome da paz, como muitos sufis mulçumanos Al Hallaj e Soravardhi, judeus como Izaque de Castro, Elie Wiesel e inúmeros cristãos lembrando o apóstolo João Batista e o apóstolo Paulo. Joshua, a meu ver é a maior das referencias, independente de toda e quaisquer religião. Ele sabia exatamente Quem era ele. E porque tinha vindo ao mundo. Não há outro caminho que o do sentir que nossa existência está ligada a realização no amor e na transformação por ele. Se chegarmos um pouquinho perto deste exemplo, a vida adquire enorme sentido, mesmo que estejamos sofrendo muito, sem aparente lógica. Isto não traz alivio para esse sofrimento Não o justifica, mas ajuda-nos a aceitar as dores do mundo e o projeto de Deus em nossas vidas. Mesmo negando a existência divina, o ser coerente não nega a verdade dentro de si mesmo. Betinho era ateu. No entanto seu amor e compaixão pelo próximo provocaram sua grande campanha pelos que tem fome.O exercício da verdade, realizado desde a primeira infância, vai solidificando o cuidado e respeito da criança por si próprio, pelos pais e pessoas de um modo geral. O bom exemplo de coerência conosco mesmos, deixa-nos a vontade para educar o filho com amor e sabedoria, Vai trabalhando suas emoções, direcionando-as com cuidado a preservação do que existe de bom em si mesmo e no meio ambiente. A mentira passa a ser uma coisa incomoda como uma veste que não cabe no corpo e a pessoa insiste em usá-la. Como uma comida mal digerida. No entanto a insistência na mentira deforma de tal modo o caráter de uma pessoa que ela passa a achar muito normal seu constante desacordo consigo mesmo. Acostuma-se com esta desarmonia, como quando a gente insiste em calçar um sapato apertado durante anos, e caminha assim mesmo com ele, independente do incomodo.Ao ver políticos esbravejando impropérios na TV, sem nenhum aparente tipo de sinal interior de harmonia, pergunto-me se chegarão à sepultura sem a benção da paz que o ser humano tanto necessita para viver. Fico me perguntando como conseguem mascarar tão bem suas verdadeiras intenções. Onde está a consciência do bem comum? Como pode usurpar do povo aquilo que lhes pertence em prol a benefício pessoal? Que tipo de inferno pode ser tolerável na mentira? Onde está a consciência do bem? Como podem se eleger no falso, causando mal a milhares de pessoas? A que ponto se camuflam na mentira...Quem tem bons princípios, valores morais sólidos, experimenta a coerência devolve infinita liberdade do ser. Elimina o medo da morte. Quando Moisés teve seu encontro com Deus, a revelação da Identidade Divina foi:- Eu sou Aquele que É. Alguem tem alguma dúvida a respeito?

domingo, 14 de março de 2010



A Prefeitura de Belo Horizonte - MG , adotou para o quite escolar este livrinho de minha autoria. Foram 5000 livros vendidos. Fiquei muito feliz e escrevi hoje sobre o tema para meus adultos leitores.

O livro foi editado por Mazza Edições e custa R$ 20,00 por exemplar. São vendidos diretamente pela Editora.
http://www.mazzaedicoes.com.br/

A luta da semente



Maria J Fortuna




Eu olhava para a terra e ficava preocupada com as sementes que brotavam, mas morriam antes de ver o sol. Pequenas mudas recém-nascidas, que mínguam quando embaladas por fortes ventos, desaguadas, a mercê do sol quente, sem desabrochar como planta. Daquelas que advêm de terrenos secos e minoram antes de ensaiar o primeiro suspiro fora da terra. Era isso que me amedrontava, quando eu trabalhava com as crianças desnutridas. Brotar no útero, ter que nascer para se alimentar, saciar a sede, semear outras sementes e cumprir o ciclo da vida é uma tarefa quase impossível para eles! Muitos daqueles seres são gerados no ódio, mãe passiva, pai bêbedo e agressivo. Eu ouvia relatos... Outros não tem o que comer, muito menos comprar um preservativo na farmácia, para não fazer semear frutos fora da estação das vacas gordas, que nunca chega.- Este aí é fruto da camisinha furada! Apontavam para a criança, que contemplava a mãe, sem saber por que dizia aquilo.Uma vez nascido, a luta para sobreviver. A falta de alimento depois que o peito secou, como a seiva para a pequena muda. O buraco negro onde estaria a consciência de quem semeou sem preparar a terra. Ausência de família, onde a semente brotada se sinta pertinente; carência de projeto das grandes firmas e de bancos para acudir os pequeninos; indiferença da sociedade e dos países mais desenvolvidos para com quem necessita de tudo, enfim. Afinal há um bilhão de pessoas, que vivem no limite da sobrevivência, com apenas um dólar ao dia. E há 2,6 bilhões (40% da humanidade) que vivem com menos de dois dólares diários.Mas a planta nasceu e está crescendo, apesar de tudo! Deu o sim à vida, disposta a cumprir seu papel no mundo. Mesmo esbarrando nos trovões da insanidade. De medo, veste a dura casca da autoproteção. A borboleta morre num casulo, que não a deixa nascer. Assim, abrolha a incapacidade total de se relacionar com os seres,que habitam o mesmo espaço. Por que? Por causa das tempestades da violência, dos alagamentos da corrupção que assola o solo, e ainda tem que sobreviver aos terremotos da ignorância que, conforme o grau de intensidade, provocam desabamento de sonhos e ideais, que poderiam ser realizados.Mas a planta não esquece sua energia de semente, que veio de um ser que também foi semente, e daí por diante. Voltando para seu núcleo, descobre que tem força vital e que ela não é qualquer germe, mas um ser que, favorecido por alguém ou alguma circunstância, brota, cresce e dá frutos, apesar de tudo. Aí começa a luta pela sobrevivência, temperada por uma virtude que nem Deus tem - a esperança!

sábado, 6 de março de 2010

H O M E O P A T I A








Samuel Hahnemann
O que entende o deputado Phil Willis de Homeopatia?

Maria J Fortuna

O relatório da Comissão de Ciência e Tecnologia do Parlamento Britânico, segundo o Jornal Nacional do dia 22.02, afirma que os remédios homeopáticos são tão bons quanto placebos... E o deputado Phil Willis, presidente desta Comissão, afirma que nenhum estudo comprovou que as pílulas homeopáticas têm poder medicinal. Segundo ele, “a homeopatia nem deve mais ser licenciada pelo departamento do governo, que regula a fabricação de remédios”. O deputado afirma que os remédios homeopáticos não passam de pílulas de açúcar.
Como leiga, só posso dar meu depoimento como mulher e mãe para rebater esta afirmação tão leviana! A Homeopatia foi minha companheira durante os primeiros anos de vida da minha filha. Curou todos os achaques próprios da sua primeira infância, inclusive bronquites, infecções urinárias (que foram três), mononucleose e problemas de gânglios. A mim, na época da menopausa, curou-me de uma violenta hemorragia, que já durava três dias, e poupou-me de um processo cirúrgico para extrair um enorme cisto ovariano. Durante todo o tempo, mesmo quando me mudei para o Rio, estive presente no consultório do médico, que me acompanhava há mais de duas décadas, em Belo Horizonte. Em todas as indisposições, estresse, tensão, mazelas herdadas ou circunstanciais, pude contar com o auxílio desta medicina. Paralelamente ao tratamento homeopático, faço acompanhamento com uma competente médica alopada, endocrinologista, pois sofro de Hipotiroidismo Hashimoto, doença auto-imune, portanto de difícil cura, para as duas medicinas. Meu médico homeopata unicista de Belo Horizonte, sempre teve uma atitude de respeito quanto à busca do tratamento alopático para meu caso, neste particular.
A primeira motivação, que me fez buscar a homeopatia, foi a minha inesgotável busca da causa primeira dos acontecimentos. Doença, para mim, sempre foi uma etapa de um processo pessoal. E eu precisava da presença de um médico, que tomasse conhecimento desse meu processo. Convenhamos que é imprescindível a ajuda de um bom profissional, que também nos ouça e compreenda, quando vivemos numa sociedade esquizofrenante, cujo expoente máximo é o ter, não o ser. Eu precisava ser vista como um todo, ser ajudada no meu processo de autoconhecimento. Apesar de que a homeopatia me trouxe um caminho mais estreito, pelo esforço do descobrimento de mim mesma. A segunda motivação foi o resultado da minha observação no trabalho de muitos anos, como assistente social em postos médicos e hospitais, ouvindo constantes discussões sobre a indústria farmacêutica, a serviço do capital. Mas quero deixar claro que nunca fui contra a medicina alopática. O que seria uma contradição da minha parte, pois me beneficio dela até hoje, reconhecendo sua eficácia. A questão é não negar a eficácia de uma ou de outra.
Agora, vocês imaginem meu espanto quando ouço este tipo de coisa, num Jornal da Globo! Imaginei centenas de pessoas despreparadas, fechando uma porta que lhes podia ajudar tanto! Uma medicina, eficiente na arte de curar e muito mais econômica, diante destas afirmações do cientista inglês divulgadas com todas as letras? A primeira coisa que me ocorreu foi a falta de ética do cientista e a falta de respeito da TV, que passa a informação com tanta leviandade. Em seguida pensei no principio da não maleficência, que é não infringir, evitando danos a outra pessoa. No caso, levá-las a negar, sem conhecer. Queimar possibilidades, fazendo arder na fogueira da Inquisição outra forma da arte de curar. Esta atitude predatória perseguiu, há séculos, Kepler, Newton, Einstein e já mais recentemente, por que não perseguiria Hahnemann, fundador desta Medicina e seus seguidores?
Qual a saída para uma nova visão do mundo? Sei que existe, hoje em dia, a Ética da transdisciplinalidade, que pressupõe a religação do saber e a reaproximação das ciências na construção do conhecimento. Mas, por que os cientistas não querem enxergar o mundo das possibilidades, mesmo com o surgimento da Física Quântica ou com a Relatividade de Einstein? Por que lutam tanto contra a união dos contrários? Por que tanta cegueira, tanta ignorância? Qual o interesse que se esconde por trás de tudo isto? Fica a pergunta.

Quem sou eu

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Sou alguem preocupado em crescer.

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