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sábado, 22 de junho de 2013

Deixe tudo muito claro!


 
 
 
 
                                                                                                       Maria J Fortuna

Se você voltar a se relacionar, mais intimamente com alguém do passado, deixe bem claro, a partir do seu retorno, o que espera encontrar dessa pessoa depois que os anos se passaram.   Talvez sua expectativa seja ver nela, alguém renovado, mas por falta de esclarecimento, não perceba que a mesma continua exatamente como sempre foi e, com isso, a historia fatalmente voltará a se repetir. E você estará fadado a se repetir também.
 Para que não haja retorno de antigos problemas, não adie clarificar as coisas para com  seu velho afeto. Principalmente sobre questões pendentes que não foram resolvidas e superadas,  por ambas as partes no tempo vivido junto, e  que por isso podem emergir desse passado a qualquer momento.  Estou me referindo às lembranças de comportamentos que, para você, são intoleráveis e a pessoa parece nunca ter calculado a dor que sempre lhe causou.   Ou talvez  até saiba, mas não consegue controlar seus impulsos em direção  a  outro   jeito de ser e estar  mais positivo em relação a si mesmo e aos outros.   Pode ser alguém que você descobriu, faz tempo, ser incapaz de perceber como é difícil tolerar a repetição constante de atos considerados para você nocivos ao  crescimento pessoal.  Talvez perceba, mas  aquela pessoa querida não consegue se descontruir e se reconstruir numa terapia, por exemplo, e você assiste impotente,  a sua autodestruição sem poder fazer nada. Quem não viveu uma situação como esta?  A pessoa parece não estar absolutamente interessada em mudar e não aceita ajuda, pois não se considera enferma.  E o tempo vai se passando... Então você evita tocar naquele assunto difícil e se deixa levar pelo efeito secundário da relação, que pode ser prazeroso, mas encobre algo que, mais cedo ou mais tarde, se tornará insuportável!  Deixa-se levar pelo encanto sedutor do reencontro, pelos momentos deliciosos vividos juntos em doces anelos e tudo fica do mesmo tamanho.
Mas se você sabia disso, porque retornou? Você deixou claro no momento do retorno para ele ou ela, que não mais admitiria aquela convivência que acaba por lhe exaurir?  E que não acrescenta, mas subtrai?  Não. Não deixou claro. Omitiu. Fingiu que o problema não existia. Não interessa porquê. O erro foi seu em deixar passar o momento em que deveria ter elucidado as coisas. O erro não foi do outro, já que você talvez tivesse mais consciência disso, sentindo-se a parte mais forte do relacionamento. E com ainda remota pretensão de mudar as coisas.   Retornou errado. Com sua aparente aceitação de todas as dores que aquela  re-união outrora provocou
Pior! Sua não clareza pode ter levado ao ente querido, um sentimento de que fora traído e abandonado por você. Talvez, em sua concepção, retornando a ele, estaria implícito que agora você o aceitaria com todos os seus defeitos,  vícios e limitações. Não é bem assim. Tudo isso por causa do seu silêncio. Por falta de transparência.  Retornar por fraqueza da carne ou por amor mesmo, não justifica silenciar, ocultando do outro o que deveria ter sido antes re-velado.     Por que o deixou pensar que seu amor seria incondicional a ponto de se adaptar a viver com ele ou ela , às cegas, em tais circunstâncias?  Mesmo que você tenha evitado falar no assunto para não feri-lo, não seria motivo para permanecer calado.  De repente, a reincidência daquele comportamento desagradável, que você bem conhece, conduziu-o a péssimas lembranças e daí  a enorme reação de intolerância, rompeu bruscamente o relacionamento,  sem que ele ou ela estivesse preparado para isso.   Eu me refiro a palavras ácidas que você nunca quis pronunciar para não machucá-lo e acabou soltando com ar revoltado. Tudo isso poderia ser evitado se você tivesse sido mais transparente, mais claro em seus propósitos em relação àquela pessoa. Agora você sente que foi desastroso e não haverá muito jeito de voltar atrás. No frigir dos ovos, a única pessoa a ser perdoada por você, é você mesmo!
É sempre bom repetir: Deixe bem claro as suas limitações acerca do que o incomoda no outro.   Avalie até que ponto poderá se aprofundar na relação, tolerando tais e tais defeitos ou vícios da pessoa em questão. Faça um exame de consciência e verifique o que, em você também pode incomodá-lo e a pessoa nunca lhe disse. Uma conversa franca teria impedido tal situação. Mas agora mágoas e ressentimentos não mais permitem que tal aconteça.  E você se sente frágil  frente a situação que criou.
 Avalie se você queria mesmo que a relação fosse caminhando para aquele nível mais profundo sabendo, de antemão, que não ia dar certo, mas querendo viver o momento. Pode ser que você estivesse procurando apenas afeto, calor humano, afagos,  contato corporal sem consequências.  Uma vez resolvido dentro de você, clarifique sua posição para a pessoa e veja se esse sentimento é reciproco.  
              A conduta desastrosa de não clareza traz consequências cruéis para ambos.  Principalmente se, no meio disso tudo, existia uma grande amizade! Um relacionamento afetivo talvez de longa data! Expor impulsivamente sua insatisfação, assim de repente, ignorando tudo o quanto antes existiu de bom na relação, ocasiona sofrimento para ambas as partes.  E alguém, que poderia ser sempre seu eterno amigo, bate em retirada, partindo-lhe o coração.

   Na verdade sempre existe um  “ex” nos relacionamentos do passado, mas amigo deveria ser como filho. Não existe ex filho. Não  deveria existir ex amigo.  Fique atento! Seja claro, sempre!

 

 

 

3 comentários:

MJFortuna disse...



Rejane Machado, escritora que faz parte da REBRA (Rede de Escritoras Brasileiras), a qual também pertenço, por e-mail:

Cara Maria de Jesus:


Li sua excelente crônica Deixe tudo muito claro ,- muito bem escrita, linguagem correta e elegante, aquela surpresa que de repente a gente encontra em meio a muita mediocridade e ego inchado, vaidades extremas, etc. É inclusive uma abordagem bastante original e difícil, porque as pessoas geralmente apresentam o "eu" social, o lado mais bonito, não mostrando os pés de barro sob a toga que vestem. Às vezes sabem tão bem se disfarçar que você corre o risco de se iludir. Afinal, contaminada de paixonite aguda a pessoa também nem sempre dispõe dessa isenção admirável que seria ideal, Se fosse fácil. Geralmente ela está envolvida, a ponto de não enxergar defeitos. Você conhece uma ´página de Moliére que diz mais ou menos (cito de memória) O amor é sempre avesso às leis de observação / Gaba o eleito na amada aquilo que ele vê/ Nada sua paixão ele acha censurável/ -- e por aí vai. Termina mais ou menos : "quem sente arder no peito a chama apaixonada/ ama os defeitos até na pessoa que ama/.

É. A coisa é mais complexa do que parece. Vivemos todos nos enganando.. Erro essencial de pessoa, coisa mais comum, motivo corriqueiro de separações....
Bem, mas nãoi invalida teu belo trabalho. Gostaria de ler o resto do livro. Também publiquei pela SCORTECCI, há pouco, UM LIVRINHO DE Crõnicas.Foi a minha primeira obra em primeira pessoa, porque em gerall escrevo romances, contos, llivros infantis, ensaios críticos, histórico-literários, em nível de estudos profundos de Linguagem, uma vez que minha área é a FILOLOGIA Românica, de que tenho ensaio (tese) premiada pela Acad. de Letras da Bahia, em 2000 Sou Crítica Literária, andei até fazendo uns trabalhos para diversas autoras da Scortecci, o que foi um bom meio de conhecer boas amigas. Pertenço à U B E/ RJ e não sou muito de grupinhos, igrejinhas, não aceito convites para entrar em Academias, acho isto uma besteira muito grande, porque nem tenho tempo,, trabalho demais, desde que levanto (6,00h) até à hora dfe dormir 1 hora da manhã ou mais. Sou dona de casa e não abro mão dos meus afazeres, sem ajuda ou com pouca, caminho vários kms na praia, pertenço a um Coral erudito, cantamos em 8 idiomas, faço trabalhos de agulha para assistência social, e no momento estou mandando um ensaio sobre o fabuloso Aluísio, paixão forte, com mais ou menos 120 pgs. e a menina dos meus olhos um ensaio hiostórico-literário sobre a Lit. Colon. Bras, que os críticos diz\em não ter existido, mas tem quase 200 pgs, deve ser de enchimentro de lingüiça. E sou contra o Acordo Ortográfico. Só´faltou dizer peso e altura: 50 kg mais ou menos, tenho netos e dois bisnetos, além de filhos lindos e amigos. Sou uma pessoa feliz e alegre. Ah, e por acaso, também pertenço `a REBRA. Estou mudando minha página, não olhe agora, e o meu Site, o vagabundo do Rodrigo (neto) deixou perder, depois de ter realizado uma obra de arte, com música de Bach, e fotos de todos os meus livros.. Também fui e sou Professora, devo dar uma Oficina agora em julho, apesar de não acreditar que ninguém ensine ninguém a escrever. E você precisava provar os meus empadões! e os doces!



Um abraço, e parabéns sinceros. você ESCREVE muito BEM!


MJFortuna disse...


Mirian Menezes de Oliveira, no Face:
Sucesso, Maria J Fortuna!

Eliane Accioly disse...

Adorei! Estou com saudades! Bjs

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