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domingo, 4 de dezembro de 2016
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Oi pessoal!
As artes plásticas andam circulando pelo meu sangue. Faz tempo que não compareço ao blog com alguma nova matéria, eu sei, mas por problemas pessoais andei distante, o que me levou á uma das minhas paixões: a pintura! Mas ninguém quer viver a arte sozinha e por isso estou compartilhando com vocês algumas de minhas obras. Elas estão á venda. Algumas irão para uma exposição em dezembro. Claro que comunicarei o dia e o local para todos os meus leitores! São todas acrílico em tela que varia de tamanho. Inspirada em imigrantes africanos comecei esta série:
Olhares 40 x 34
Oração 46 x 44
Olhar75 x 62
Meninas 72 x 35
Inocência 40 x 34
O amor pelas crianças faz dessas coisas, como também a maternidade me fascina!
Pequenos Tibetanos 82 x 62
Pequeno Buda 82 x 62
Indiozinho 87x 62
O que não escrevi a medida já foram vendidos.
Mãe 68x48
Bem, acho que por hoje é só. Continuarei postando o resultado do meu trabalho, com certeza, da próxima vez.
Quem se interessar por algum deles, meu telefone celular é 965113337 e o e-mail é mjflima85@gmail.com
terça-feira, 26 de julho de 2016
segunda-feira, 25 de abril de 2016
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Carlomagno
Maria J Fortuna
Poucos artistas conseguem encontrar apoio junto à família no que concerne viver de sua arte. Principalmente em décadas passadas. Mas o jovem José Luiz Carlomagno, consciente do seu destino de devoção exclusiva á pintura, resolveu que seria verdadeiro com seu pai, mostrando-lhe o quanto sua alma pedia este caminhar. O pai o ouviu e de forma surpreendente, deu-lhe todo seu apoio. . Um ato de coragem para artistas de todas as épocas. Sonho de todos os que não separam mente e coração dessa forma de expressão de vida em seu tempo. Mas as dificuldades e riscos são muitos, como sabemos. Para aquele jovem destemido desafios foram aceitos com determinação.
Foi contratado pela Galeria Borguese do Rio de Janeiro e participou de diversas exposições no Brasil e exterior.
Carlomagno já havia concluído arquitetura pela Faculdade Silva e Souza, bem como cursava o último ano de engenharia. Já estava licenciado em Belas Artes e Educação Artística, mas ele sabia que havia algo maior a ser cumprido. Para isso haveria de entregar-se integralmente a sua arte em cada pincelada! Haveria de mostrar a que veio ao mundo e a forma como expressa sua linguagem interior. E só o que vem da síntese coração mais mente, pode realmente gerar algo que se chama amor, no caso amor a Arte!
Aí está sua obra, que me encantou desde o primeiro dia que a vi, foi o primeiro dos seus trabalhos que contemplei concluído, pelos corredores da Escola de Artes Visuais no Parque Lage, Rio de Janeiro. Dei com esta chaleira fervendo na grande tela e um senhor magro, de bigode, o mestre Carlomagno, dando-lhe as últimas pinceladas.
A minha forma de ver trabalhos de arte sempre passa pela poesia. Como nunca pode deixar de ser. E a isso me atenho, dede que, como sempre digo, não tenho competência para tecnicamente criticá-las, mas para reverenciá-las quando sinto verdade e beleza nelas.
A chaleira de imenso realismo, embora solta no ar, a fumaça eu sai dela, transportou-me a inúmeras chaleiras do meu passado, e aquela neste trabalho que me comoveu imensamente! Fez-me sentir até o cheiro do vapor, da água fervendo, a tampa se levantando e fazendo barulho por causa da fervura. Uma chaleira mágica! Isso para mim é poesia!
Várias de suas obras o elemento água está presente, mostrando sua preocupação com a sustentabilidade do planeta. “Assim migra para o universo contemporâneo, desenvolvendo uma série artística intitulada “Águas” onde em sua representação estética surpreendentemente neorrealista, mostra a importância, a beleza e a magia desse fenômeno natural para a nossa vida e para o nosso planeta.” Li a respeito do autor.
O que na obra de Carlomagno me encanta é a transposição para o objeto a representação de algo grandioso na simplicidade. Sua genialidade é mostrada de forma transparente
O que esta coleção de copos pintados com tanta perfeição representam? Qual o mistério que se esconde por trás deles, com água pela metade, sendo que um dos objetos se encontra luminoso e outro com água tão escura? Um desafio para o espectador, mas ao mesmo tempo dentro de cada um que conhece as Escrituras, na fé cristã, vai ficando cada vez mais claro o que representam... São doze copos, no entanto dois são destacados: um pela luz e o outro pela escuridão. Para os que reconhecem que o mistério alimenta nossas almas com seu desconhecido, sabe que aí esta a beleza do existir. Trata-se da mais revolucionária Ceia de Cristo que até então vi por causa do tamanho do mistério incomensurável na simplicidade de sua representação. Os copos com sua transparência em vidro, em que neles sinto o volume da água, sua densidade na fragilidade do copo ao mesmo tempo. Nós seres humanos frágeis como copos de vidro que podem se quebrar a qualquer instante e derramar seu conteúdo. No entanto a Luz permanece...
No desejo de conhecer cada vez mais o Universo da arte que o envolve, o artista Carlomagno fez inúmeras viagens ao exterior, aprimorando seu conhecimento teórico, intercambiando experiências técnicas.
Versátil em seus temas, em uma das suas Exposições, dei com esta sua obra, que na verdade tocou-me profundamente:
Sua pintura em que representa uma bela mulher seminua se encontra deitada numa cruz, traz a tona o velho conflito entre sagrado e profano. Masculino e feminino. A atmosfera mística, trabalhada com meticuloso cuidado mostra o Espirito Santo, considerado energia feminina, presente no alto, em direção á mulher com o rosto coberto por um véu. Fiquei abismada com a transparência desse véu, o ar despojado da mulher estigmatizada, que na realidade parece estar presa e ao mesmo tempo solta, à cruz. A sensação é de que ela pode se livrar a qualquer momento do sacrifício. Nesta obra vi a versatilidade do autor preocupado não só com objetos que contem vida dentro de si, como no caso da agua fervendo na chaleira, mas também com os seres humanos e seus conflitos.
Carlomagno tendo se dedicado exclusivamente ao aprofundamento teórico da Arte, teve a oportunidade de ter tido grandes mestres como professores e orientadores, tais como Abelardo Zaluart, Píndaro Castelo Branco, Onofre Penteado, Quririno Campofiorito e Toledo Pizza.
Aí vemos uma pintura recente de sua autoria, em várias tonalidades de cinza e branco com cavaleiros e cavalos em movimento. Não há palavras para explicar a beleza desse trabalho! Exceto que nele senti força, virilidade, dança e poder. Cavalos são animais majestosos, fortes, cheios de energia e muito belos! O autor soube trazer isso tudo para sua tela.
E assim caminha um artista que está sempre na busca. Apesar de possuidor de um enorme cabedal de conhecimento e representação da arte pictórica, há mais de quarenta anos, retorna aos estudos práticos e teóricos, frente aos maiores desafios da arte contemporânea. Encontra-se a Escola de Artes Visuais (EAV) no Parque Lage, no Rio de Janeiro, onde desenvolve seu trabalho sob orientação dos professores Luiz Ernesto de Moraes e Bruno Miguel.
O que eu posso dizer de José Luiz Carlomagno, é que estou diante de um gigante hiper realista, que na verdade, além de sua belíssima obra, tem um igualmente enorme coração. Foi e ainda é um mestre que dá aulas. Passa para os alunos com muito cuidado e carinho tudo aquilo que recebeu dos seus mestres e que, com muita paciência, vai mostrando caminhos, respeitando as tendências do aluno que vai se transformando em artista no seu atelier.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Os oito anos de Artes e artes
Neste mês de fevereiro
Artes e artes completa oito anos. Já grandinho em idade, refleti á cerca de sua
vida que, em se tratando de blog, considero já bem longa...
Como sempre repito, é gratificante ser
lida. Mais ainda, receber comentários que ajudam a gente na vivência
literária. Por isso agradeço muito aos leitores.
Contudo já é tempo de
divulgar alguns dos meus textos extra blog. Com
isso estou reunindo alguns que foram postados aqui, e outros inéditos, para que
esse propósito seja realizado. Preciso parar um pouco, reler o que tenho escrito
selecionar os melhores textos, ilustrá-los, para que seja publicada minha
primeira obra para adultos, pois até então isso só tem acontecido com pequenos
trabalhos de literatura infanto-juvenil.
Os leitores de Artes e
artes daqui para frente vão ler com mais frequência, textos sobre artistas com
quem convivo na Escola de Artes Visuais. É muito gratificante para mim
traze-los até vocês com seus trabalhos, na expressão de suas emoções e sentimentos através da arte! Expondo
algumas fotos, vocês irão ter ideia da obra desses artistas. Alguns como Selma
Jacob, Beatriz Campos, Tania Veiga e outros, estão em “postagens antigas”.
Agradeço a todos que reservam
tempo para ler Artes e artes e que continuem a frequentá-lo porque foi nascido,
há oito anos, para ser compartilhado.
Maria J Fortuna
Escola de Artes Visuais - Parque Lage - Rio de Janeiro
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Não posso deixar de publicar
O valor de
uma obra de arte
Luciano Luppi
Quanto vale uma obra de
arte? Quanto vale uma pintura numa tela? Uma escultura? Quanto vale uma entrada
para uma peça de teatro? Para um show musical? Quanto vale um ingresso para
assistir a um filme no cinema? Ao fazer essas perguntas, estou me referindo a
apenas ao valor monetário, pois é evidente que os valores expressivos,
simbólicos, sociais, psicológicos, estéticos, históricos e outros são enormes e
bem mais difíceis de avalizar.
Focando estes
questionamentos apenas nas artes plásticas, pergunto: o que faz um quadro de
Van Gogh valer R$ 201 milhões, enquanto o produto de um outro pintor da mesma
época, com o mesmo nível de refinamento artístico, mas pouco conhecido, custa
infinitamente menos? Para complicar ainda mais: o que faz um quadro do próprio
Van Gogh, com os famosos girassóis, valer admiravelmente mais que outro quadro
do mesmo artista, indiscutivelmente com o mesma qualidade? O que fez esta
pintura se tornar famosa e valer uma fortuna impressionante? Com certeza não
será pelos girassóis, nem pelo tema, nem pelo apuro técnico, nem pelo autor e
nem pela época (pois, como se sabe, o próprio autor só vendeu uma tela durante
a sua breve vida).
Não se discute a qualidade
nem a importância de Van Gogh, apenas se interroga sobre as desigualdades absurdas
nos valores praticados no mercado, quer sejam entre pinturas do mesmo artista
ou entre outros artistas. Mesmo não tendo sido reconhecido no seu tempo, a vida
e a obra deste genial autor já foi cantada em verso e prosa por todos os cantos
do mundo. Sua vida atribulada e miserável já deixou sua marca na história da
humanidade, e o mercado das artes plásticas se alimenta de histórias,
verdadeiras ou não, sobre a vida e as obras dos artistas, suas excentricidades,
suas glórias e tragédias.
Alimenta-se, também, da
trajetória de circulação de determinadas obras por quais mãos elas passaram, a
quem elas pertenceram, quais reis, magnatas, homens e mulheres famosos delas se
serviram ou se locupletaram.
Alimenta-se, ainda, da
especulação financeira, quer seja lícita ou não, do jogo de valoração
intencional explorado por investidores, marchand, galeristas, curadores,
críticos especializados, colecionadores e até artistas.
Este mercado alimenta-se de
tantas coisas, tantos interesses excrescentes à própria arte, que não fica
difícil entender porque existem disparidades imensas na sua precificação. E
será assim com todas as artes? Ou existem diferenças significativas em cada uma
das atividades?
Como cada área artística
tem necessidades e trajetórias específicas, é natural que a especulação
financeira envolvida em cada um desses segmentos passe por outros canais e
outros filtros, mas o assunto é bastante complexo e exigiria um outro artigo.
22/01/2016
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