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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Quem diria...







Maria j Fortuna

Não há coisa mais prazerosa para mim, que conviver com gatos. Mas relacionamento com bichanos tem seu preço... O nome da minha última aquisição é Mia. Veio da rua, muito pretinha, encontrada por minha filha, ainda bebê, num estacionamento da rodoviária, miando horrores! Por isto este nome: Mia. Acontece que, dos seus ancestrais, gatos caçadores que andam por cima do telhado e do muro, a bichana herdou o aprontar o bote e pular em cima de quem vai saindo de quaisquer das portas que existem na casa. Apesar de ter crescido entre humanos, sua necessidade de brincar é enorme! Precisa gastar energia, exercitar os músculos e tudo mais. Bem, mas acontece que começamos a notar que a sua vítima predileta era tia Lourdinha, que vai completar 100 anos no dia 14.06 próximo. Mia não morde, nem arranha, só assusta. Mas para um coração centenário, não dá, né?
Passei muitas noites sem dormir, pensando em como e quando resolver o problema dos botes da Mia em cima da tia. Era só a velhinha sair do banheiro e pumba! Lá vinha ela com tudo! Num segundo, aterrissava com as quatro patas sobre a matriarca da família. E, quase simultaneamente, se ouvia um grito escalafobético, que conseguia deixar toda a população da casa arrepiada e com pernas bambas:
- Uuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! A gata pulou em cima de mim!
E eu pensava... Que faço agora... Ninguém vai querer uma gatinha “pé duro”, preta. Tem gente que diz que gato preto dá azar. E acontecia mais uma noite mal dormida, porque nem de leve eu tinha a intenção de jogar a bichinha na rua. Imaginava-a esfolada por aí, com fome sede e frio...
Minha filha foi para a França e me deixou naquela situação periclitante. Bem que a felina podia colaborar... Parar com essa mania... Mas que nada! Ela ficava de plantão ao pé da porta, esperando a tia sair do banheiro. Algo estranho estava acontecendo...
Quando viajei para a Europa não quis arriscar: deixei-a com uma moça protetora de animais. Só que tive que pagar por isto, pois apesar de ser uma gata castrada e plebéia, Mia tornou-se requintada e estranhava convivência com outros animais. Uma semana de viagem e recebi uma foto da bichana, com uma tristeza no olhar, que dava pena! Quando cheguei, fui buscá-la mais que depressa. Depois veio a negociação com a filha para levá-la para a França, onde ela podia pular a vontade! Mas não fomos aconselhados a fazer isto, por um veterinário amigo nosso. Ela vai morrer de frio... eu pensava. E o problema continuava. A gata pulando, a tia gritando e todo mundo se assustando. Mais uma noite mal dormida, sentindo-me culpada...Tinha gente que vinha aqui em casa e torcia o nariz para a gata, logicamente com ar de censura sobre mim... Estava achando incrível eu deixá-la junto a uma pessoa tão idosa... Eu estava sendo julgada... Se acontece alguma coisa com a tia, a culpada seria eu, naturalmente...
Certo dia, depois de verificar que o bicho não pulava em cima de mais ninguém, só acontecia com a anciã, descobrimos o motivo daquela inusitada situação: flagramos tia Lourdinha fazendo caretas horríveis e muitas gracinhas com as mãos, na porta do banheiro, para Mia, que atenta, mexia o rabo pra lá e pra cá... Aquele movimento de mãos se tornava irresistível para a gata que, por isso, dava botes e mais botes . Mudando o agente da provocação, passamos, então, a vigiar, não a brincalhona felina , mas a tia. Quem diria! E, finalmente eu tive descanso.

5 comentários:

Monicapuccinelli@gmail.com disse...

Mariinha, amiga querida
que bichinho fantastico a Mia, parece parente do Fefé, digo parente porque... sim, ele tambem identifica quem e quem com quem ela pode brincar e abusar, A Ge leva o cachorro a passear, o fefé vai atras,. corre na frente, e é o primero a chegar de volta, e claro que fazendo peripecias na rua exibindo-se todo.
Viva nossos gatos, amei esta historinha da Mia, beijos
mony

MJFortuna disse...

Minha amiga Adriana Brega, por email:

tia Lourdinha é mais gata que a Mia!!!!

MJFortuna disse...

Meu amigo Waldyr Thiesser, por email

Oi Mariinha
Adorei esta história da gata.Quando nós eramos crianças,tivemos um caso bem semelhante com a minha avó paterna que morava conosco, só que com um cachorro.

Eliane Accioly disse...

ADOREI, ESTOU RINDO, MIA E A TIA, UMA PROVOCANDO E A OUTRA REAGINDO, O QUE NÃO DEIXA DE SER UMA BRINCADEIRA ENTRE AS DUAS, E A TIA USANDO MIA PARA COLOCAR A CASA EM POLVOROSA!!!!!!!!!kkkkkkkkkkkkkkkkk

BEIJOS,

E.

Maria Fernanda disse...

No final idoso e bicho é tudo criança!!! Adora uma bagunça!
O que seria da gente sem esses bichanos não é mãe? Com certeza, o dia a dia não seria tão divertido!
A Nina esta aqui, impossivel, mas irresistível!rs

Beijos
Maria Fernanda

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