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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Al flores de Versailles



Maria J Fortuna







Em 1979 andei por ali, pelo Castelo de Versailles. Ninguém havia me chamado atenção para os Jardins do palácio. Cheguei por lá cansada, e não prestei muita atenção nos detalhes. Na maravilhosa Sala dos Espelhos vislumbrei os jardins, mas não pude visitá-los. O grupo estava mais interessado em ver os aposentos de Maria Antonieta, que nada tinha a ver com a beleza de Kirsten Dunst, a atriz que a interpretou no filme. Lembrava-me vagamente do pequeno leito de Napoleão, onde fiquei decepcionada com sua provável estatura. Aquela pequenina cama não combina com a fama do grande ditador. Tinha também lembrança das pinturas, esculturas e tapetes fabulosos, que contavam a história da França. Mas agora eu passeava com minha filha pelo sonho de Louis IX, o rei Sol, fora do tempo e do espaço...
Ah! As flores, principalmente as rosas... A força das sementes que faz brotar plantas que florescem com tanta simplicidade, permite que a gente descubra a real beleza do Castelo que não é mais elegante e majestoso que qualquer um dos seus jardins! Um complementa o outro. Lembrei-me das palavras do Mestre que pedia que olhássemos os lírios do campo, pois que nem Salomão, com sua pomba, vestia-se como um deles... Garoava quando fomos, eu e minha filha, nos aproximamos do jardim principal. As flores estavam molhadas e havia um delicioso perfume de rosas por todo canto! Certamente os luxuosos castelos forjados pelos reis, não seriam tão belos se, ao seu redor, não houvesse jardins como aqueles! Ali estava Os cavalos de Apolo, Diana, a caçadora e as ninfas que bailavam com suas corbelhas de pedra, cheias de flores. Todos presentes em forma de estátuas brancas, ao lado de enormes vasos de plantas. Um grande lago refletia a beleza das árvores. Além do labirinto próprio dos castelos medievais, os Jardins de Versailles são repletos de pequenos bosques como o Bosque das Três Fontes, Arco do Triunfo, do Obelisco, etc. De bosque em bosque fomos caminhando pelas alamedas de cerca vivas, muito bem aparadas. Na verdade tudo o que imaginamos de belo está ali naqueles hortos. Queria visitá-los por inteiro, num pequeno veículo, mas quem o dirigisse teria que apresentar à carteira de motorista no ato do aluguel, e nós duas as deixamos em casa... Então, após passearmos pelos enormes canteiros, andamos pelas alamedas visitando cada fonte, cada recanto escondido.
Então pensei que não foi o Palácio de Versailles que visitei pela segunda vez, que me trouxe alegria e espanto, mas aqueles vergéis! Não sou paisagista ou expert em jardinaria, mas a planificação daqueles espaços verdes, que começou com um tal de André Le Nôtre, no sec. XVII é de uma beleza impressionante! Sem dúvida que este jardineiro sabia comunicar-se com as plantas e tinha uma sensibilidade incrível para saber onde cada uma delas seria feliz. Até as árvores são ornamentadas! Suas esculturas e fontes harmonizam-se com as flores. Os jardins estão cercados por um cinturão de floresta circundante que tornam a atmosfera rarefeita. Fiquei imaginando a presença de Louis XVI, Maria Antonieta e os nobres da corte francesa, passeando por ali.
Assim sendo, mesmo com a garoazinha que deixava um pouco cinza a paisagem, pudemos apreciar o show da Natureza bem cuidada em Versailles!

Um comentário:

Eliane Accioly disse...

Que linda a sua viagem!
Bjs

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