
Maria J Fortuna
Teus dias de arminho
Terminam em réquiem
O desafinado de um violino
Entristece os campos brotados
Flores que ainda não abriram
Arrefecem ao som do horror
A cor rosa do algodão doce
Esparramou-se no chão frio
O inocente sorriso da criança
Não consegue apagar o fogo
Fogo que ameaça as borboletas
Que colhem o mel de suas vidas
O sonho azul dos meninos desfaleceu
Ao barulho das escopetas
A trança da infância respingada de sangue
Envergonha o mundo adulto
Desenrola o tapete que leva
Ao caminho do coração
Deixa que esta lágrima de morte
Faça aflorar a consciência do mundo
Igors, Natachas, Nadias famintas
Pequeninos e louros meninos sedentos
Mostram-se ao que vivem
Pasmos diante da tragédia
A imagem da Beleza ferida
Unida aos santos inocentes
Homens e mulheres
Desprotegeram as crianças
Homens e mulheres
Mataram anjinhos russos
Homens e mulheres
Envergonharam o mundo
Apesar de tal ultraje, criança
Só tua doçura pode esmagar a guerra!
Um comentário:
Aplausos! Seu blog é belísimo, exala bom gosto, criatividade e sensibilidade. Vai para os meus favoritos!
Bjs!
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