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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Margô chegou!


Maria J Fortuna
Maria de Lourdes (Lulude) eu, Maria Helena e Margareth, a Flor


Chegou minha amiga Margareth, ao Rio de Janeiro, sábado de carnaval, trazendo aquela atmosfera gostosa de mineira da gema! Desde que pisou no Rio, com sua turma divertida, o céu para mim brilhou, não só na luz das escolas de samba, mas na luz de Margô. Minha casa sorriu, meu rosto se iluminou e minha alma reconhecida, se abriu. Puxa! Dá até um enredo de escola de samba!

Margô chegou,
o céu brilhou
meu rosto se iluminou
e minha alma se abriu!

Pois é, Margô é festa e traz consigo outros mineiros de alma lúdica. Uma delas, a Macaé, que vai desfilar na Mangueira!
Vocês sabem o que um peixe, depois de um exílio em pequena poça d’água, sente, quando reencontra o oceano? Pois é, foi assim que me senti, quando minha amiga adentrou em nossa morada nas Laranjeiras. É o reconhecimento da energia vital, que se chama amizade! Quando a gente diz para si mesma: pronto, estou em casa. Posso descansar. Esta linguagem existencial é tão rica e verdadeira que dispensa quaisquer palavras. Comunica-se através do corpo, dos olhos, onde deixa escapar a luminosidade da alma. Gente, eu fiquei muito feliz com a visita de Margô!
Difícil falar da minha amiga, sem mostrar como gosto do seu modo verdadeiro, desafiador e bem humorado de ser: voz alta, vibrante, gargalhada estridente e seu jeito coerente de se colocar diante do mundo! Enfim, é impossível falar dela sem emoção!
Eu a conheço desde que tinha 12 anos de idade. Margô é negra assumida. Sua mãe botava-lhe peruca de cabelos lisos, quando menina, mas ela, bem cedo, jogou o artifício de lado e mergulhou na vida, com suas trancinhas afro e com uma garra que só vendo! Optou por encarar, sem se trair, os preconceitos do mundo!
Ah! Lembro-me dos seus ancestrais! A avó Alzira, que tinha o mesmo nome de minha avó, benzia minha filha pequenina, para tirar qualquer “encosto”. Mas, sob protestos, acabava benzendo todo mundo, mesmo avisando que a “benzeção” era só pra crianças. Seu pai, Daniel, com quase 60 anos, fez Faculdade de Psicologia e, quando policial, mandava o camelô correr para não perder a mercadoria. Sua mãe, minha velha amiga, que me convida para o almoço regado com muito carinho, quando vou a BH. E são tão gostosos a comida e o carinho, que dá vontade de montar barraca por lá.
Acompanhei seus passos na Escola, na Universidade e assisti à defesa de tese de Mestrado, ao lado de Daniel, orgulhoso da filha. Sua tese sobre Inclusão Social vai virar livro. Agora foi aprovada para Doutorado! Pulamos abraçadas, com a noticia e fomos comemorar vendo o mar, as estrelas e tomando vinho na Praia Vermelha. Mas não falamos sobre o assunto. Falamos de nós. Do que vimos e sentimos ao longo de nossas trajetórias, dos nossos projetos, e da saudade dos velhos amigos.
Essa belorizontina arretada, de voz forte e notas altas, sabe o quanto é importante, para mim , sua presença. Necessito tomar esta água, de vez em quando, o que me permite deixar transparecer o que verdadeiramente sou e o que me vai no coração. Preciso muito de sua presença para um desabafo sem censura, sem medo de ser mal interpretada, nem preocupação em corresponder a expectativas. Margô não julga: ouve e acolhe em qualquer circunstância. Mesmo que tenha que mostrar à pessoa, que esta ou aquela sua ação, não ajuda no crescimento pessoal. O que ocorre invariavelmente. Tem o dom de me fazer sintetizar o pensamento a ponto de, de repente, ajudar-me a enxergar a possibilidade de transformar o ideal em ação, que pode levar à realização de algum sonho aparentemente perdido. Ou seja, ela assopra esperanças, com reverência, dentro de mim, quando sente que pode avivar a chama e não apagá-la com um sopro maior, descuidado ou malicioso. Sempre foi assim. Falamos o mesmo código, a mesma linguagem. E desnudamos nossas almas, sem medo, e de forma espontânea uma para a outra. Quantas pessoas passam pela vida da gente com tanta reciprocidade?
Obrigada Margô! Volte sempre, minha Flor!

Um comentário:

MJFortuna disse...

Minha amiga escritora Eliane Accioly tem a maior dificuldade para postar comentários aqui, como muitos que me escrevem reclamando. Ela me enviou por email:

Mariinha

Que delícia reencontrar amigas assim como Margô. Um encontro de vida inteira, cada vez como se não houvesse separaç~oes.
Usufrua, usufrua, beijos a você e Margô,

Eliane

http://elianeacciolypsicanalisearte.blogspot.com/
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