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quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Frade





















Maria J Fortuna





Até hoje, não sei por que, eu tinha pavor de padres, mas de frades não. O contato que tive, na infância , com a Igreja Católica dos meus antepassados, trazia-me um misto de alegria, pelo acolhimento e de pavor, pelo desconhecido, que era anunciado através da negra batina que os sacerdotes usavam.

Para mim, o padre era uma figura enorme, desproporcional, ameaçadora, com sua batina escura, comprida e cheia de botõezinhos como pingos negros. Nas missas de domingo, minha irmã, mais velha apenas três anos, segurava-me pelo bracinho suado e frio de medo, e me levava para a janela da Igreja, a fim de distrair-me a atenção, deixando-me mais calma. Do contrário, eu escalaria, como sempre, o terno de casimira inglesa do meu pai, para refugiar-me em seu colo, até sair da Igreja. Tagarelando com minha irmã, esquecia, por alguns instantes a figura apavorante do padre e meus pais podiam rezar em paz.


Já os frades vestidos de marrom, com cordas brancas na cintura, passavam-me uma sensação familiar de aconchego. Talvez por eu haver nascido entre freiras franciscanas. Eu adorava visitar as irmãs que trabalhavam no Hospital em que me viram nascer, e pendurar-me em seus cordões franciscanos.


Minha vivência interior era muito rica em fantasias que me traziam espanto e medo. Enquanto as crianças de minha idade se ocupavam em fazer travessuras, eu ficava pensando no significado das coisas do mundo, e do por que eram dessa ou daquela forma. E tinha uma empatia absurda com o sofrimento, quer das pessoas, quanto dos animais e até em relação às coisas materiais, atribuindo-lhes sentimentos. Com isto, uma cadeira podia estar sofrendo muito com o peso de uma pessoa gorda. Por isto, dormia com uma bacia de alumínio embaixo da rede, para aparar a urina que me descia livre e solta todas as noites, pelo corpinho tensionado por emoções maiores do que podia suportar. Tudo fruto do meu envolvimento com os conflitos que aconteciam à minha volta e que eu sugava como esponja! Com isso, muitas vezes passava dias comendo apenas arroz com manteiga, às refeições, e frutas durante o dia.


Particularmente, na Semana Santa, o sofrimento era aterrador! A visão da imagem de Cristo, com aquela enorme cruz nas costas e com coroa de espinhos, invadia meu coraçãozinho medroso e tomava conta de mim em forma de angústia. Todos os anos eu era levada a assistir à Procissão do Encontro, típica de São Luís do Maranhão, durante a Semana Santa, onde de um lado vinha a imagem de Jesus ensanguentado e do outro, a de Maria, sua Mãe, com sete espadas cravadas no coração. O desfile de padres aumentava meu pânico e eu não compreendia bem o papel deles naquele espetáculo sangrento. Tudo que estava ali, naturalmente, era processado na minha cabecinha, como sendo real.


Num desses espetáculos aterradores, estava eu no colo de minha tia Marieta, chamada pelos sobrinhos de Coroca, acompanhando o canto da Verônica, que subia num banquinho para enxugar o rosto da imagem de Jesus com sua veste roxa e rasgada. Havia um silêncio sepulcral em nossa volta... O clima era de profundo respeito e reverência ao sofrimento do Cristo. Apenas a voz da Verônica, moça escolhida entre tantas moças por cantar bem, rasgava o tempo e o espaço e, como uma flecha, transpassava os corações naquele momento, deixando todos ainda mais consternados.


Em meio da lúgubre cerimônia, apareceu um frade na janela do Convento, ao lado da Igreja Nossa Senhora do Carmo. O velho religioso era careca e tinha uma longa barba branca. Do colo da tia, meus olhinhos de jabuticaba deram com aquela estranha figura, que se debruçava na janela e falava qualquer coisa para alguém lá embaixo. A careca brilhava e a enorme barba balançava ao sopro do vento. Fiquei pasma! A surpresa, por instante, arrancou-me do sofrimento alastrado à minha volta. Não me contive e, no meio da procissão, falei em voz alta, apontando para a janela do Convento onde estava o franciscano:
- Coroca, o frade tirou o cabelo todinho da cabeça e botou no queixo!


Não só eu, mas todos os que estavam ali, riram bastante da minha inocente exclamação e, por um breve momento, aliviaram também suas tensões. Episódio inesquecível para a família!

domingo, 17 de abril de 2011







"Toda borboleta é algo etério, belo, mas que sempre nos foge. Simboliza o inalcançável repetidamente realizado. Por isto são tão amadas..."


Solange de Marbaix

sábado, 16 de abril de 2011

Nossas projeções


Maria J Fortuna Todos os dias ela aparece na TV e eu me sinto estranhamente irritada! O que será que eu tenho dessa atriz que me remete ao que não aceito em mim mesma? Examinei minha consciência, uma, duas, três vezes. Passei para o setor inveja. O que será que ela tem e eu não tenho? A TV é responsável por tantas catarses que fazemos ao longo dos programas que se sucedem...

Assim, creditamos, de pés juntos, que o homem é um animal racional. Será mesmo? Ou somos mais fruto da nossa bagagem emocional? Quanto mais conscientes somos de nossas limitações, mais próximo estamos do autoconhecimento, caminho para a verdade de cada um. Estou certa de que somos várias personagens para os outros, mas uma só para nós mesmos. Quem nos fala é fulano ou é uma das personagens que ele representa nesta ou naquela situação? E quem é essa uma? E as minhas personagens, quais são? Sendo o outro uma referencia existencial para mim, é nele que faço as minhas projeções. Daí a irritação que sinto quando a tal artista aparece, todos os dias, na TV...

Por que o outro me incomoda tanto? O que de mim existe nele? Não posso me esquecer da amiga que fez uma excursão comigo a Ouro Preto, em Minas Gerais. No grupo, havia uma bela moça que ria, gesticulava e abria os braços. Abraçava os amigos e parecia estar em estado de graça! Enquanto isso, a minha amiga me cutucava e falava entre os dentes:

- Moça aparecida! Se acha! Quer que todos olhem pra ela! Antipática!

Não ousei entrar com ela no mérito da questão. Fiquei calada. Mas, interiormente, tive a certeza de que o que havia em seu íntimo de pessoa reservada, tímida, sensível aos comentários de outras pessoas, era uma enorme inveja da pessoa expansiva, que dá gargalhadas e está pouco se lixando para o público espectador. Ela, definitivamente, não seria capaz de se expor como aquela sua companheira de viagem.

Bobos somos nós que não declaramos para nós mesmos nossas invejas. Inveja consentida e declarada, passa a ser admiração. Eu, por exemplo, admiro as pessoas que falam em público. Ou que sabem fazer cálculos matemáticos sem dificuldade. Até hoje eu duvido dos meus cálculos, por mais simples que sejam. A inveja é irmã gêmea do ciúme... Mas isto já é outra conversa.

Se chego à conclusão de que o outro nos mostra nossa luz e nossas sombras, como se processa o julgamento que faço de minhas ações? E quanto ao próximo? Pensando nisto, seria bom rever nosso processo de julgamento. A meu ver, está bem claro que o forte do ser humano é comparar-se com os outros. Sentir-se maior ou menor. Daí pode vir inspiração para nos tornarmos melhores hoje do que ontem, ou um grande ressentimento existencial que leva à expressão de revolta em forma de agressão ou fofoca.

Um dia, outra amiga me confessou:

- Quando eu era criança apanhava, quase todos os dias, dos meus irmãos e, às vezes, dos primos. Ao indagar-lhe o por quê da agressão, ela falou:

- Eu só tirava notas boas e eles me falavam que eu queria ser mais do que eles.

Nas artes, a gente sente que o artista traz para a tela, palco ou escultura, sua bagagem emocional. Ou seja, ele se traz na sua obra. O resultado é o mesmo. Ou determinada pintura, dança, peça teatral ou escultura, nos atrai ou sentimos repulsa. Levando-se em consideração que o artista coloca ali a transpiração de seus sentimentos e emoções, como angústia, alegria, medo, entre outras, não estaremos fazendo uma projeção de nós mesmos nesta ou naquela obra? O artista se coloca ali. Fica o espírito do momento que viveu ao executar a obra. Você o contempla e o ama ou o odeia.

Fica mais fácil viver lembrando sempre das

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Pina Bausch

Soube hoje da morte de Pina Bausch. Fiquei muito triste. Já faz tempo que ela se foi e só agora fiquei sabendo. Depois de Isadora Ducan, Martha Graham, Graziela Figueroa, eis que nasce, cresce e morre alguém que revolucionou, ainda mais a dança contemporânea, trazendo emoções vividas no o cotidiano, para o palco. Os bailarinos são ao mesmo tempo atores em suas coreografias, transpirando angustia, humor, desespero, alegria, etc.
A dança é uma arte ímpar, cuja existência dura até o fim do espetáculo e sobrevive pelas repetições.
Robert Sturman ficará no lugar de Pina. Mas é impossível substituí-la em sua genialidade!
Procurei no Youtube um video que pudesse dar uma idéia da grandeza de sua obra. Aí está.

Pina - Tanzt, sonst sind wir verloren (Pina Bausch, Wim Wenders) | Kino-...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Quanto mais luz, mais trevas...


Maria J Fortuna


"Havia em Alexandria uma mulher chamada Hipátia, filha do filósofo Téon, que fez tantas realizações em literatura e ciência que ultrapassou todos os filósofos da época. Tendo progredido na escola de Platão e Plotino, ela explicava os princípios da filosofia a quem a ouvisse, e muitos vinham de longe receber os ensinamentos." Socrates, o Escolástico.


Assisti, na tarde de ontem, ao filme Alexandria, com Rachel Weisz fazendo o papel de Hypatia, filósofa e matermática, que viveu na época atribulada entre 355 a 415. Hepátia era filha de Téon, um renomado filósofo, astrônomo e matemático, que lhe transmitiu, além de conhecimentos, a forte paixão pela busca de resposta para o que era até então desconhecido. Pode-se imaginar a formação intelectual que esta brava mulher teve. Era versada em Física e Astronomia, desenvolvendo instrumentos como o hidrômetro . Mas o que realmente me impressionou em sua história foi a coerência e coragem, que vinham dela. Só vividas e reconhecidas pelos dos grandes espíritos!

Quando vejo uma criança recém-nascida, me dá vontade de sussurrar a seus ouvidos: Coragem! É tudo de que precisamos para viver num planeta confuso, cheio de divergências políticas e religiosas, repleto de seperatividade e conflitos. Como se não bastasse, o fundamentalismo religioso! O filme mostra a cidade de Alexandria sob o domínio romano com uma das mais violentas rebeliões de toda a história antiga: judeus e cristãos disputando soberania econômica e religiosa da cidade. Hypatia liderava um grupo de discípulos que lutava para preservar a famosa biblioteca de Alexandria. Neste tempo, a barbárie era comum e legitimada. Isto que me causa horror! Um grupo de cristãos agia como loucos! Cegos pela cobiça do poder. Inconcebível pela doutrina de amor e perdão pregada por seu Mestre. Hypatia não se entregava ao medo. Ela se dizia casada com a verdade e tudo que queria era salvar a biblioteca, onde se poderia ler tratados dos grandes mestres da época.

Hypatia era dona de uma enorme beleza, como está escrito em documentos antigos, mas sua preocupação era com os processos de demonstração lógica que deixava os matemáticos confusos... E desenvolveu grandes estudos de Álgebra, além de comentários matemáticos. Ficou famosa como solucionadora de problemas.

Um dia, quando ia para a Biblioteca, foi atacada por um grupo de fanáticos religiosos cristãos e foi trucidada dentro de uma Igreja, da forma mais dolorosa que se pode imaginar. Tudo por amor à verdade, por não abrir mão de sua coerência interna, de querer proteger o conhecimento.

O que mudou da remota época em que Hypatia viveu, para os dias de hoje? Num mundo cheio de falsas informações e de grande consumo, é difícil imaginar que o espirito desta grande mestra seja sequer compreendido. Ou antes disso, que algum dia existiu uma mortal desse quilate! Quem se arvora a morrer pela verdade e liberdade hoje em dia? Mais fácil para a grande massa, adorar ídolos como Madona, Byoncé e outras... E lógico, saber como vai a gravidez de Daniela Wints e como estão os cabelos de Fátima Bernardes no Jornal Nacional da Globo. E a quantas andam o casamento de Sandy, que topou fazer o comercial de Devassa, a cerveja... Se bem que existem as exceções, mas são marginalizadas. Quem aguenta aquela mulher que só vive estudando e se interessando por assuntos como politica, filosofia? E conversa com homens sobre estes assuntos tão bobos. E aquela que gosta de frequentar exposições e museus? Tem cada mulher estranha... Mas será mulher mesmo? É o que comentam...

Quanto ao fundamentalismo da época, ainda existem mulheres vestidas com burcas e outras com o clitóris extirpado pela avó, o que não mudou muito em termos de violência. Ainda este monstro se disfarça nas entrelinhas das doutrinações ao pé do ouvido ou em canais de TV.

O que mudou foi a selvageria da época, que está menos explícita. Imagens nesta postagem

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Vem doçura, esmagar a guerra!

Não encontrei o autor desta foto





Esta poesia foi escrita, por mim, quando os pequenos russos de Beslan forma sacrificados em 2004, na invasão de um grupo separatista checheno. Igors, Natachas e Nadias, podem ser substituidos por Josés, Marias e Anas, crianças morenas, nossas crianças brasileiras. Não foram mortos por um grupo de fundamentalistas, mas por um homem só, em sua loucura. De qualquer forma as crianças deixaram esta vida sem nem saber porque...


Sinto muitíssimo!




Maria J Fortuna



Teus dias de arminho terminam em réquiem

O desafinado de um violino entristece os campos brotados

Flores que ainda não abriram

arrefecem ao som do horror

A cor da rosa do algodão doce esparramou-se no chão frio

O doce sorriso da criança não consegue apagar o fogo

Fogo que ameaça as borboletas que colhem o mel de suas vidas

O sonho azul dos meninos desfaleceu ao barulho das escopetas

A trança da infância respingada de sangue envergonha o mundo adulto

desenrola o tapete que leva ao caminho do coração

Deixa que esta lágrima de morte faça aflorar a consciência do mundo

Igors, Natachas, Nadias famintas

Pequeninos e louros meninos sedentos mostram-se ao mundo pasmo diante de tal tragédia

A imagem da Beleza ferida unida aos santos inocentes

Homens e mulheres

desprotegeram as crianças

Homens e mulheres mataram os anjinhos russos

Homens e mulheres envergonharam o mundo

Apesar de tal ultraje, criança só tua doçura pode esmagar a guerra!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Vi e gostei!


“Querendo saber o que aconteceu com ela, sentindo agora estagnado e em um barranco, Shirley Valentine encontra-se regularmente falando para as paredes enquanto se prepara chips marido dela e ovo. Quando sua melhor amiga ganha uma viagem para a Grecia. Ela arruma suas malas, deixa um bilhete na mesa da cozinha, e vai para duas semanas de descanso e relaxamento. O que ela encontra é um romance e uma nova consciência de quem ela é e o que sua existência pode ser apenas com um pequeno esforço de sua parte.” (Wikipédia) A peça foi escrita em 1986 por Willy Russel e está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, até dia 8 de maio de quarta a domingo. Beth Faria está muito bem no papel de Shirley!

sábado, 2 de abril de 2011

José Alencar


Maria J Fortuna


Diz uma lenda sufi que Deus necessitava da matéria-prima para criar o homem. Mas nenhum dos seus anjos queria buscá-la, porque sabiam que, ao trazer ao ser humano a vida, também lhe trariam a morte. Até que Izrail, um anjo corajoso, a trouxe e, a partir daí foi chamado O Anjo da Coragem!


A meu ver, cada vez que um casal gera um filho, imita Izrail. Sabe que aquele novo ser herdará seu destino e estará irremediavelmente comprometido com a luz da vida e as trevas da morte. Tanto gerar quanto deixar nascer é um ato de coragem! Mas como o ser humano esquece sua origem vinda do nada, reluta em voltar para o nada. Mas será que viemos do nada mesmo? Se fomos originados de coisa nenhuma, logicamente voltaremos para o estágio zero. Não foi isso que nosso simpático mineiro José Alencar mostrou com sua experiência no assunto. Nunca ninguém tão famoso, como no seu caso, levou as pessoas a valorizar tanto a vida e aceitar com tanta tranquilidade a morte. Com isso, ele nos deu enorme contribuição. A nós, gente do Ocidente. Cheios de medo do grande desconhecido! Mostrou-nos, com humor e simplicidade, que o câncer deve ser nomeado e que há como lutar contra ele até o fim, mesmo sabendo que se pode perder. Isto quer dizer ter esperança! Não me recordo de ter visto outra pessoa que tenha apresentado à mídia assunto tão tabu, com um sorriso tão bonito no rosto, como esse brasileiro notável! Penso que ele próprio não sabia o quanto estava contribuindo para que as pessoas reflitam sobre a impermanência de todas as coisas e se tornem lúdicos para enfrentar a seriedade destes assuntos.


A maior parte das vezes, fingimos que somos imortais e procuramos preencher nossas lacunas com algum vício ou outra forma de consumo. Acontece que a alma humana tem sede do Belo, e com isso, esta enorme insatisfação é, com certeza, a nostalgia que existe em sua ausência.


Desde que eu era muito pequena, o assunto da morte me deixa curiosa. Quando criança, a gente não tem medo da morte, mas dos fantasmas que existem dentro do adulto com quem convivemos. E, se não os exorcizamos no decorrer do tempo, farão barulho dentro de nossas mentes e corações pelo resto de nossas vidas. Até que se dê um basta! Mas creio que 90 % da humanidade não dá este basta. E, como sonâmbulos, nadam num mar de preconceitos e tabus, embalados pelo medo.


Dizem os sufis, que após a produção do homem, vindo da matéria prima trazida por Izrail, a alma humana não queria habitar aquele corpo feito pelo Criador. Como atraí-lo para o corpo? Indagou a Si mesmo o Senhor. Então ordenou que um anjo o habitasse por algum tempo, e uma vez nele, tocasse uma flauta... Então, ao ouvir a flauta, o homem se encantou e, finalmente, entrou em sua morada de carne. Assim aconteceu a José Alencar. Mas a diferença foi que o anjo tocou lá no céu, sua nova e verdadeira morada. José ouviu, se encantou e saiu depressinha do corpo, finalmente, para morar com o Criador.


Como disse Guimarães Rosa, gente que é gente não morre, fica encantado!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Quem sou eu

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Sou alguem preocupado em crescer.

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