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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Nise da Silveira


 

 

Na década de 70 foi a primeira vez em que ouvi falar a respeito de Nise da Silveira. Minha amiga atriz e bailarina, Jacqueline Cavalcanti, que já está do outro lado da vida, admirava imensamente essa psiquiatra que foi um marco no tratamento de doenças mentais. Nise mergulhou fundo na alma dos seus pacientes e descobriu tesouros imensuráveis! Muito deles revelaram-se grandes artistas plásticos e a arte terapia ganhou corpo, quando o tratamento era à base de insulina e eletrochoques.
Tenho acanhamento em dizer que trabalhei nove anos na Psiquiatria do PAM – Padre Eustáquio,  em Belo Horizonte e,  pouquíssimas vezes,  Nise foi mencionada pela equipe médica, de enfermagem e serviço social, como exemplo de mulher revolucionária e pioneira no tratamento de pacientes, muito deles esquizofrênicos. Poucas vezes ouvi falar sobre o Museu do Inconsciente, onde suas obras estão expostas aqui no Rio de Janeiro.
Mas artistas são artistas e, através do fio luminoso da sensibilidade,  descobrem as expressões da alma e tem um respeito,  quase religioso, por figuras como Emygdio de Barros e Raphael Domingues como enorme gratidão por essa mulher extraordinária, que humanizou os manicômios onde trabalhou. Os artistas se reconhecem.
 
 
 Um olhar atento e carinhoso enquanto seu paciente trabalha
 

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